AFP PHOTO / Ryan McBride
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Em audiência no Senado, ex-diretor do FBI deve refutar Trump, diz TV

Fonte afirma à CNN que Comey deverá contar aos senadores da Comissão de Inteligência que nunca assegurou a Trump que o presidente não estava sob investigação, porque qualquer afirmação como essa seria 'inapropriada'

O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2017 | 20h30

Em um dos mais aguardados testemunhos no Senado americano, o ex-diretor do FBI James Comey, demitido por Donald Trump em maio, deverá dizer que nunca afirmou ao presidente que ele não estava sob sua investigação, segundo afirmou uma fonte próxima de Comey à TV CNN. Ele falará em uma audiência aberta na quinta-feira, 8.

Na carta em que comunicou a demissão de Comey, Trump o agradeceu por ter sido informado "em três ocasiões separadas" que não estava no seu inquérito que apurava as conexões entre a Rússia e as eleições presidenciais do ano passado. A Casa Branca nunca forneceu nenhum detalhe de qualquer uma das três conversas citadas por Trump. 

Segundo a fonte que falou à TV, pelo contrário, Comey deverá contar aos senadores da Comissão de Inteligência que nunca assegurou a Trump que o presidente não estava sob investigação, porque qualquer afirmação como essa seria "inapropriada". 

Outra fonte afirmou que Trump pode ter "confundido" o significado exato das palavras de Comey, especialmente nas ligadas à investigação de contrainteligência. 

Outra fonte afirmou nesta terça-feira que o testemunho de Comey, por outro lado, não será conclusivo sobre o fato de o presidente ter ou não obstruído a Justiça no caso da investigação do FBI sobre suas ligações com a Rússia. Segundo essa fonte, Comey planeja se apresentar como uma "testemunha dos fatos" simplesmente relatando a interação com o presidente em múltiplas ocasiões desconfortáveis o suficiente para que ele não se esquecesse delas.  

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