Abdullatif Yusuf/AP
Abdullatif Yusuf/AP

Em áudio, homem se identifica como líder do Boko Haram e reivindica ataque a escola na Nigéria

O homem que diz ser o líder do grupo, Abubakar Shekau, não ofereceu provas; as autoridades locais não comentaram

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2020 | 09h31

MAIDUGURI - Em uma mensagem de áudio divulgada nesta terça-feira, 15, um homem que se identifica como líder do grupo Boko Haram afirma que o grupo foi responsável pelo sequestro de mais de 300 alunos de uma escola no Estado de Katsina, no noroeste do país. O homem que diz ser o líder do grupo, Abubakar Shekau, não ofereceu provas. As autoridades locais não comentaram.

"Estamos por trás do que aconteceu em Katsina", disse o homem no áudio, que a agência Reuters recebeu por meio de uma mensagem de WhatsApp. A mensagem também foi divulgada pela imprensa local. "O que aconteceu em Katsina foi feito para promover o Islã e desencorajar práticas não islâmicas, pois a educação ocidental não é a tipo de educação permitida por Allah e seu santo profeta. "

O Boko Haram, cujo nome, na língua local Hausa, significa "a educação ocidental é proibida", marca presença no nordeste da Nigéria desde 2009, mas nunca havia reivindicado ataques no noroeste nigeriano.

Homens armados atacaram a Escola Secundária de Ciências do Governo em Kankara na última sexta-feira, 11, por volta das 21h40, no horário local (01h no Brasil). Eles dispararam com rifles AK-47 e renderam estudantes, disse a polícia em Katsina. Autoridades afirmaram que alguns conseguiram escapar, mas cerca de 320 ainda estavam desaparecidos. Nenhuma filmagem dos meninos desparecidos foi divulgada.

O Boko Haram foi responsável pelo sequestro de mais de 200 meninas em 2014 de uma escola na cidade de Chibok, no nordeste do país. Desde então, cerca de metade dessas meninas foram encontradas ou libertadas. Acredita-se que parte delas morreram - número que ainda é desconhecido. Mais de 30.000 pessoas foram mortas desde que o Boko Haram começou sua insurgência, que busca criar um estado islâmico./Reuters e AP

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