Em Bagdá, Kerry anuncia reestruturação de Exército iraquiano

Em Bagdá, Kerry anuncia reestruturação de Exército iraquiano

Secretário de Estado americano segue viagem amanhã para a Arábia Saudita, onde vai se reunir com chanceler

O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2014 | 15h15

BAGDÁ - O secretário de Estado americano, John Kerry, garantiu nesta quinta-feira que a estratégia dos EUA para acabar com o Estado Islâmico (EI) será "global e ampla" e incluirá "a reestruturação do Exército iraquiano".

Em visita surpresa a Bagdá, o responsável pela diplomacia americana garantiu também acreditar que a coalizão internacional que está se formando para lutar contra o EI "conseguirá eliminar a ameaça no Iraque, na região e no mundo".

Apesar da formação de uma coalizão internacional, o secretário avaliou que o "Iraque pode levar a cabo sua luta contra o EI sozinho, com algum apoio", sem necessidade que tropas estrangeiras se desloquem por terra.

Kerry chegou nesta quarta-feira a Bagdá para se reunir com as novas autoridades iraquianas e abordar a luta contra o EI.

A visita não anunciada começou a turnê de Kerry pela região - ele viajará também para Jordânia e Arábia Saudita - para captar apoios à aliança que os Estados Unidos estão formando para combater o EI.

Kerry anunciou que o ministro de Relações Exteriores sauditas, Saud al-Faisal, convidou o colega de pasta iraquiano, Ibrahim al-Jaafari, para participar da cúpula prevista para a quinta-feira na cidade saudita de Jeddah sobre a luta contra o EI.

Há apenas dois dias, o parlamento iraquiano aceitou a maioria dos ministros propostos por Abadi, que tentou formar um governo integrado por representantes de várias correntes para acabar com a divisão política.

Entre os vice-presidentes se destaca o primeiro-ministro em fim de mandato, o xiita Nouri al-Maliki, que após fortes pressões cedeu o cargo mês passado para Abadi.

O parlamento deu sinal verde também ao programa do governo de Abadi, que insistiu na necessidade de obter apoio internacional para combater o EI.

Este apoio internacional é o que também os EUA querem. O país começou com bombardeios aéreos em território iraquiano contra posições dos jihadistas em 8 de agosto.

Kerry viajará após sua escala em Bagdá para a Jordânia e a Arábia Saudita, para continuar a construir a coalizão mundial contra o EI.

Na cidade saudita de Jeedah ele se reunirá na quinta-feira com os representantes de Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Omã, Catar, Jordânia, Egito e Turquia.

A coalizão para lutar contra o EI será a "mais ampla possível" e pode durar "meses ou inclusive anos", explicou Kerry antes de iniciar a viagem.

No domingo os ministros árabes de Relações Exteriores decidiram elevar para máximo o nível de coordenação para enfrentar o jihadismo do EI, sem mencionar de forma explícita a aliança ambicionada pelos EUA.

O EI proclamou um califado islâmico nos territórios da Síria e do Iraque sob seu controle. / EFE

 

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