Em Bagdá, maioria se diz melhor sem Saddam

A maioria dos 6 milhões de habitantes de Bagdá, a capital do Iraque, não lamenta a queda do regime do ditador Saddam Hussein, deposto em março pelas forças anglo-americanas, segundo pesquisa de opinião realizada na cidade pelo instituto Gallup. Pelo menos 62% dos entrevistados, cerca de dois terços da população, acham que a deposição de Saddam justifica a situação difícil que vivem hoje. Cerca de 30% pensam exatamente o contrário. O estudo revela diferenças muito claras entre os que tiravam vantagens do antigo regime, como a minoria muçulmana sunita, e os que eram relegados a planos inferiores, caso da maioria xiita. No bairro xiita de Sadr, 78% dos moradores sustentam que a queda de Saddam compensa o que estão padecendo. Quase a metade dos habitantes da cidade, 47%, concorda que a situação do país agora é pior que antes da ocupação. Pensam o contrário 33% dos entrevistados. A maioria é mais otimista em relação ao futuro - 67% estimam que o Iraque, dentro de 5 anos, estará bem melhor do que antes da queda do ditador. Apenas 8% vêem o futuro com pessimismo. O Conselho de Governo iraquiano, patrocinado pelos Estados Unidos, tem o apoio de 61% dos iraquianos, mas 71% acreditam que as decisões do colegiado são adotadas de acordo com o desejo das forças de ocupação.

Agencia Estado,

24 Setembro 2003 | 19h59

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