Em Benghazi, John McCain pede mais apoio para rebeldes líbios

Para o senador republicano, rebeldes são patriotas sem ligações com a Al-Qaeda

Agência Estado

22 de abril de 2011 | 20h41

O senador McCain participa de coletiva de imprensa em Benghazi, capital rebelde líbia

BENGHAZI - O senador norte-americano John McCain pediu, em Benghazi, o aumento da ajuda militar aos rebeldes da Líbia nesta sexta-feira, 22, incluindo armas e treinamento, acenando para um total apoio da oposição em sua luta para retirar Muamar Kadafi do poder. Em Trípoli, a capital líbia, entretanto, uma autoridade do governo disse que as tropas oficiais irão se retirar da cidade de Misrata, sitiada pelos rebeldes, e permitirão que os habitantes das tribos locais cuidem da defesa da cidade.

 

A mudança de tática veio um dia depois de os Estados Unidos começarem a realizar voos armados para intensificar os ataques da Organização das Nações do Atlântico Norte (Otan). Com a troca dos militares pelos habitantes das tribos, ficará mais difícil distinguir os soldados do governo de civis ou mesmo dos rebeldes.

 

O senador republicano disse que os rebeldes são patriotas sem ligações com a Al-Qaeda, em contraste com algumas críticas. Ele disse também que os rebeldes deveriam receber os ativos de Kadafi que foram congelados por vários países.

 

Sarkozy

 

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, estuda fazer uma visita relâmpago a Benghazi, em um gesto de apoio à oposição, publicou nesta sexta-feira Le Parisien. Sarkozy planeja passar algumas horas na capital da oposição líbia para reunir-se com o presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustafa Abdul Jalil.

 

Jalil esteve em Paris na última quarta-feira e foi recebido pelo líder francês. Sarkozy quer ainda encontrar responsáveis militares dos insurgentes. Tanto o Eliseu quanto o embaixador que a França enviou a Benghazi, Antoine Sivan, admitiram a possibilidade de que a visita ocorra, mas não confirmaram. Segundo a Efe, um conselheiro do chefe do Estado confirmou ao Le Parisien que Sarkozy quer ir, mas se resolver fazer a viagem, a fará em completo sigilo por questões de segurança.

 

A França foi o primeiro país a reconhecer oficialmente esse organismo de representação da oposição a Kadafi como interlocutor político na Líbia, o que também foi feito depois pela Itália e o Catar.

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