Em Berlim, Obama promete reduzir em 1/3 as armas nucleares americanas

"Enquanto as armas nucleares existirem, nunca estaremos seguros", disse o presidente

O Estado de S. Paulo,

19 de junho de 2013 | 10h58

Obama e Merkel acenam para a multidão no Portão de Brandenburgo. Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu nesta quarta-feira, 19, em discurso no Portão de Brandenburgo, em Berlim, reduzir em um terço as armas nucleares do arsenal americano.

"Enquanto as armas nucleares existirem, nunca estaremos seguros", disse o presidente. Obama afirmou que pretende discutir a redução com o presidente russo, Vladimir Putin..

No discurso, Obama lembrou da queda do Muro de Berlim, em 1989, e afirmou: "nossos valores ganharam". Diante mais de 4.000 convidados, Obama elogiou a vitória da tolerância e da liberdade e lembrou que foram os cidadãos que decidiram quando devia cair o Muro, apesar dos esforços políticos e militares.

A chanceler alemã, Angela Merkel, assegurou por sua parte que é uma honra receber o presidente dos Estados Unidos diante do Portão de Brandeburgo, em Berlim, chamado por ela de símbolo da liberdade.

"O Portão de Brandeburgo, fechado durante décadas e aberto em 1989, é um símbolo da liberdade", disse Merkel ao começo de seu discurso diante do monumento. Merkel lembrou que a queda do muro de Berlim, em 1989, foi possível em boa parte graças ao apoio dos Estados Unidos.

NSA. Obama defendeu nesta quarta-feira o programa de monitoramento de telefonemas e da internet, revelado pelos jornais Guardian e Washington Post. Segundo eles, as medidas adotadas salvaram as vidas e impediram pelo menos 50 ameaças terroristas.  "Essa não é uma situação na qual estamos vasculhando e-mails comuns" de um grande número de cidadãos dos Estados Unidos ou de outros países, declarou o presidente durante uma coletiva de imprensa com a chanceler alemã Angela Merkel. Ele afirmou que são programas "circunscritos, limitados".

"Vidas foram salvas", afirmou Obama, acrescentando que o programa é supervisionado de perto por tribunais, para assegurar que qualquer invasão de privacidade seja estritamente limitada.

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