EFE/Mauricio Dueñas
EFE/Mauricio Dueñas

Em Bogotá, cantos, bandeiras e quebra de protocolos para receber Francisco

Eufóricos, milhares de colombianos prestigiaram a visita do pontífice da Igreja Católica ao país; para o papa, quebras de protocolos, várias delas por crianças, deixaram o evento 'muito mais maravilhoso'

Fernanda Simas, Enviada Especial / Bogotá, O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2017 | 19h56

BOGOTÁ - Cantos, bandeiras de diferentes países, grandes adereços em formato de mão nas cores da bandeira colombiana - vermelho, azul e amarelo - e quebras de protocolo marcaram o dia do papa Francisco em Bogotá. 

Os preparativos para receber os eventos desta quinta-feira, 7, começaram cedo. Por volta de 4 horas, as principais ruas e avenidas que cercam o centro da cidade estavam fechadas e aqueles que de alguma forma iriam ajudar na realização das festividades caminhavam para chegar aos locais. "Não encontro táxis porque já fecharam as ruas, estou até meio perdido, mas vou chegar lá", contou um jovem policial que passava apressado.

O dia começou a clarear e a Casa de Nariño ganhou forma de recepção. Tapetes vermelhos, por onde passaria Francisco, foram desenrolados do lado de fora do palácio presidencial e foram varridos pelo menos quatro vezes. Cadeiras eram colocadas no pátio, guarda-chuvas deixados à disposição dos convidados - políticos, empresários, crianças e militares, alguns vítimas do conflito colombiano, com pernas amputadas, por exemplo - se protegerem de chuva ou, como foi o caso, do sol.

Nesse cenário o protocolo logo foi deixado de lado. Enquanto Francisco caminhava ao lado do presidente Juan Manuel Santos e sua mulher, María Clemencia Rodríguez Múnera, um homem que estava em uma das áreas reservadas para a imprensa deixou o local, correu e se ajoelhou em frente ao pontífice, que, apesar da movimentação dos seguranças, colocou a mão esquerda sobre a cabeça do homem em sinal de bênção.

Depois foi a vez das crianças. Muitas saíram de suas cadeiras e correram em direção ao papa, que abençoava cada uma sorrindo, enquanto os seguranças tentavam conter "novas quebras de protocolo". No fim do discurso, Francisco afirmou: "as crianças fizeram esse protocolo muito mais maravilhoso".

Euforia

Nos trajetos com o papamóvel, as imagens eram as mesmas: centenas de pessoas se aproximando do local por onde o pontífice passaria, algumas carregavam pequenos bancos para não perder lugar na frente do corredor formado por cordões policiais. "Filha, fica aqui do lado para você ver, ele está vindo", repetia María, colombiana que aguardava a passagem do pontífice após o evento na Praça Bolívar. Pessoas deixavam os poucos comércios que estavam abertos correndo "para ver o santo padre passar", ainda que por alguns segundos.

Na Praça Bolívar, cerca de 40 mil pessoas, sendo que ao menos a metade era de jovens, chegaram desde o começo da manhã e cantaram durante mais de uma hora com apresentações que eram realizadas em frente ao Palácio de Justiça. Quando o papa deu a volta na praça em seu papamóvel, a multidão se agitou ainda mais, gritou cantos de guerra como "Francisco te amamos" e balançou bandeiras, uma delas do San Lorenzo - time de futebol para o qual o papa torce.

Mais tarde, mais de um milhão de pessoas se dirigiram ao Parque Simón Bolívar para acompanhar uma missa realizada pelo pontífice. 

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