Vahid Salemi/AP
Vahid Salemi/AP

Em busca de investimentos, presidente iraniano vai a Davos

Hassan Rohani tenta convencer líderes de que Teerã quer uma nova relação com o mundo

Jamil Chade, correspondente em Genebra,

20 de janeiro de 2014 | 17h33

GENEBRA - Enquanto as sanções começam a ser retiradas, o presidente do Irã, Hassan Rohani, não perde tempo. Nesta semana, ele desembarca em Davos para atrair investimentos e convencer os líderes da economia mundial de que Teerã quer uma nova relação com o mundo. A viagem de Rohani ao centro do capitalismo mundial não ocorre por acaso, ainda que em seu próprio país a oposição o acuse já de estar "vendendo o Irã" aos interesses estrangeiros.

Em setembro, sua visita à ONU tinha como objetivo convencer os líderes políticos de que o Irã havia mudado. A ofensiva diplomática funcionou. Dias depois, o presidente Barack Obama o telefonou e a negociação para um acordo nuclear foi iniciada.

Agora, a meta é a de seduzir os investidores durante o Fórum Econômico Mundial. Nos próximos seis meses, ele poderá gastar US$ 4,2 bilhões que estavam congelados. Além disso, o país terá novas facilidades para importar bens de consumo.

Teerã não nega: com 76 milhões de habitantes, quer se transformar num novo destino de investimentos e não irá colocaria limites nem mesmo para a volta de empresas como Shell , Total, ENI ou Exxon Mobil. Em Davos, os iranianos esbarrarão com os CEOs de Renault, Peugeot, Boeing e Airbus, algumas das empresas interessadas em fazer negócios com Teerã.

Do lado iraniano, o governo também quer garantias de que o impacto da retirada de parte das sanções será sentido rapidamente, justamente para mostrar à população que a nova estratégia pode ser positiva. Um impacto rápido ainda ajudaria a frear a resistência das alas mais radicais e críticas às iniciativas do governo de ir até Davos.

Segundo dados do FMI, a renda per capta média dos iranianos caiu de US$ 12 mil para apenas US$ 6,5 mil em apenas três anos.

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