Em busca do voto evangélico, Romney critica o casamento gay

Em discurso feito em universidade conservadora, ele tenta estabelecer contraste com posição de Obama

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

14 Maio 2012 | 03h06

O republicano Mitt Romney, já em campanha contra Barack Obama, tentou atrair ontem o voto dos cristãos evangélicos e acalmar os temores de que sua fé mórmon poderia ser um obstáculo nas eleições de novembro. Romney se declarou abertamente contra o casamento gay e criticou o presidente.

Em discurso na universidade conservadora Christian Liberty University, onde se ensina que o mormonismo é um culto, Romney destacou o objetivo comum de servir a Deus e criticou os defensores da união entre homossexuais, posição essencial para ganhar a maioria dos votos evangélicos.

"Pessoas de diferentes religiões, como a sua e a minha, às vezes, se perguntam onde podemos encontrar um objetivo comum quando existem tantas diferenças na crença e na teologia", disse o republicano. "Certamente, a resposta é que podemos nos encontrar nas convicções morais sobre a nossa nação, decorrente de uma visão comum do mundo", afirmou em meio a aplausos calorosos.

Romney abordou diretamente o assunto mais controvertido do momento, fazendo com que a maior parte do público presente aplaudisse ao declarar sua oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. "Casamento é um relacionamento entre um homem e uma mulher", disse.

Muitos alunos e pais disseram que, apesar de eles se preocuparem com a religião de Romney, preferem que ele ocupe a Casa Branca em vez do presidente Barack Obama, que anunciou seu apoio ao casamento gay na semana passada.

Apoio. Romney entrou no palco para ser orador de uma turma de formandos e foi recebido com gritos de "Ganhe de Obama". O discurso foi um teste sobre o possível apoio dos evangélicos, principalmente em um Estado como Virginia, onde Obama lidera por pequena margem, segundo pesquisas.

A aproximação com os evangélicos ocorreu após uma semana difícil, em que o republicano foi acusado de ter abusado de um colega no ensino médio, nos anos 60. / REUTERS, AP e NYT

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