REUTERS/John Sibley
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Em carta a menino de 8 anos, Boris Johnson autoriza Papai Noel a entregar presentes no Natal

Primeiro-ministro britânico recebeu carta de Monti, de 8 anos, questionando se as medidas de restrição pela pandemia atrapalhariam a entrega dos presentes na noite de Natal

Renato Vasconcelos e Carla Menezes, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2020 | 09h37

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, assegurou, nesta quarta-feira, 25, que Papai Noel está autorizado a entregar presentes durante o Natal. O anúncio, divulgado pelas redes sociais, foi feito em resposta à carta de um menino de 8 anos, que escreveu para Downing Street perguntando se as medidas de restrição pela pandemia do novo coronavírus impediriam o trabalho de Papai Noel.

"Monti (8 anos) me escreveu perguntando se Papai Noel vai entregar presentes este ano. Recebi muitas cartas sobre isso, por isso falei com especialistas e posso garantir que o Papai Noel fará as malas e entregará presentes neste Natal!", escreveu Johnson, que anexou a carta do menino.

Na carta escrita a mão, Monti se apresenta e diz que estava se perguntando se Johnson e o governo já haviam pensado sobre a vinda de Papai Noel neste Natal.

"Se deixarmos desinfetante para mãos perto dos biscoitos, ele pode vir? Ou ele vai lavar as mãos? Eu entendo que você é muito ocupado, mas você e os cientistas podem por favor falar sobre isso", escreveu o menino.

Johnson também publicou sua carta em resposta a Monti. O primeiro-ministro disse saber que milhares de crianças estvam se fazendo a mesma pergunta e que "ligou para o Polo Norte" para ter certeza. "Papai Noel está pronto e ansioso para ir, assim como Rudolph e as outras renas", escreveu.

O premiê britânico também disse ter consultado autoridades de saúde do país, que autorizaram a medida. "O chefe do departamento de Saúde pediu-me que lhe dissesse que, desde que o Pai Natal se comporte da maneira responsável de sempre e trabalhe com rapidez e segurança, não há riscos para a sua saúde ou a dele".

Ele também elogiou a medida de segurança sugerida pelo menino: "Deixar desinfetante para as mãos junto com os biscoitos é uma excelente ideia para ajudar a prevenir a propagação do vírus - e usá-lo você mesmo, e lavar as mãos regularmente, é exatamente o tipo de coisa que colocará você e seus amigos na lista de presentes."

Assim como boa parte da Europa, o Reino Unido atravessa uma nova onda de infecções pelo novo coronavírus, o que exigiu a adoção de regras de isolamento social mais uma vez.

Com os novos isolamentos, a autorização para realização de festas de fim de ano ficou em aberto por algum tempo, até que as quatro nações do Reino Unido concordaram em relaxar as restrições para o Natal e permitir que até três famílias se reúnam em ambientes internos entre os dias 23 e 27 de dezembro. Os encontros não podem acontecer em locais de hospedagem nem de entretenimento.

Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte adotaram abordagens diferentes para lidar com a pandemia até agora, mas seus líderes decidiram estabelecer uma política comum para o período festivo, segundo anunciaram na segunda-feira.

Na Inglaterra, uma quarentena nacional terminará na próxima semana. Segundo Boris Johnson, o país deve voltar ao sistema anterior, em que cada região recebe um alerta específico dependendo da situação da pandemia.

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