Christian Monterrosa/EPA/EFE
Christian Monterrosa/EPA/EFE

Em carta, artistas defendem que Biden não libere verbas ao Brasil antes de redução do desmatamento

Carta elogia a posição de Biden por medidas contra a mudança climática, pela conservação das florestas e pelo respeito 'aos direitos humanos e a soberania dos povos indígenas'

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2021 | 18h45

Um grupo de artistas brasileiros, americanos e britânicos enviou nesta terça-feira, 20, uma carta ao presidente dos EUA, Joe Biden, pedindo que ele não feche um acordo com Jair Bolsonaro antes que ocorra uma redução real no desmatamento na Amazônia.

O texto afirma que antes que qualquer compromisso seja firmado, deve-se garantir a livre participação da sociedade civil nos debates ambientais. O documento, com data desta terça-feira, 20, vem a público na semana em que Biden lidera uma cúpula virtual sobre o clima, com Bolsonaro entre os convidados.

"Desde que Bolsonaro assumiu o cargo, em janeiro de 2019, a legislação ambiental foi sistematicamente enfraquecida e as taxas de desmatamento triplicaram. As terras indígenas, que são as mais protegidas da Amazônia, foram invadidas, desmatadas e queimadas impunemente. Os direitos dos povos indígenas, guardiões da floresta, foram violados por Bolsonaro e seu governo”, diz um trecho da carta.

O documento foi assinado por 35 personalidades, incluindo os atores Alec Baldwin, Joaquin Phoenix, Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Sigourney Weaver, Jane Fonda e Orlando Bloom, e os cantores Katy Perry e Roger Waters. Do lado brasileiro, firmaram a carta Caetano Veloso, Fernando Meirelles, Walter Salles, Marisa Monte, Sonia Braga e Wagner Moura, entre outros artistas.

"Pedimos que o senhor (Biden) continue o diálogo com povos indígenas e comunidades tradicionais da Bacia Amazônica, com governos subnacionais e a sociedade civil antes de anunciar qualquer compromisso ou liberar qualquer fundo", conclui o texto.

A carta elogia a posição de Biden por medidas contra a mudança climática, pela conservação das florestas e pelo respeito "aos direitos humanos e a soberania dos povos indígenas".

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