Em carta, Assad pede ajuda a líderes dos Brics

O presidente da Síria, Bashar Assad, fez um apelo nesta quarta-feira aos líderes dos Brics, reunidos num fórum na África do Sul, para que ajudem no conflito de seu país, que já dura dois anos. O apelo de Assad aos líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul foi feito um dia depois de a Liga Árabe ter endossado a coalizão de oposição síria, o que representou um novo golpe ao regime de Damasco.

Agência Estado

27 de março de 2013 | 11h29

Assad enviou uma carta pedindo aos cinco líderes do bloco que "trabalhem pelo fim imediato da violência, o que garantiria o sucesso de uma solução política" na Síria. Segundo o Banco Mundial, esses países conduzem o crescimento global.

"Isto exige um claro desejo internacional de secar as fontes para o terrorismo e interromper seus recursos e o recebimento de armas", disse Assad na carta, que foi divulgada pela mídia estatal síria nesta quarta-feira.

Assad disse que a Síria está sujeita a "atos de terrorismo apoiados por nações árabes, regionais e ocidentais", uma referência à oposição, que é apoiada pelo Ocidente.

Tentativas de pôr fim à crise síria por meios pacíficos não surtiram efeito até agora. A oposição, incluindo a Coalizão Nacional Síria, diz que não aceita nada menos do que a saída de Assad do poder, enquanto seu governo promete continuar a batalha até suas tropas esmagarem as forças rebeldes.

Na terça-feira, a oposição síria assumiu, pela primeira vez, a cadeira do país na reunião da Liga Árabe, que acontece no Catar, representando um triunfo dos oponentes de Assad. A aceitação da oposição pela Liga demonstra a extensão do isolamento do regime após dois anos de guerra civil.

Durante a reunião na cidade sul-africana de Durban, o presidente Jacob Zuma e seu homólogo Vladimir Putin foram perguntados se usariam sua influência para persuadir Assad a permitir o acesso de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) através de todas as fronteiras sírias.

Zuma ignorou a questão, mas Putin disse que "pensaremos sobre isso". Anteriormente, o presidente russo dissera que o fórum de líderes vai trabalhar "conjuntamente para uma resolução pacífica para a crise síria".

Os países que compõem o bloco, incluindo a Rússia, que é aliada de Assad, se opõem à intervenção na Síria e acusam o Ocidente de tentar forçar uma mudança de regime. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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