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Juan Mabromata/AFP
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Em carta, Fernández pede que instituto contra racismo analise frase sobre brasileiros e mexicanos

Presidente argentino pediu desculpas 'àqueles que se sentiram ofendidos'

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2021 | 22h15

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, pediu ao Instituto Nacional contra a Discriminação, a xenofobia e o racismo (INADI) da Argentina que analise uma declaração dada na última quarta-feira, 9, sobre argentinos, brasileiros e mexicanos. Na ocasião, o presidente argentino afirmou que “mexicanos saíram dos índios, brasileiros saíram da selva e nós, argentinos, viemos de barco da Europa”. As informações são do jornal Página 12.

Na carta, direcionada à titular do INADI, Victoria Donda, Fernández reforça seu pedido de desculpas "àqueles que se sentiram ofendidos”. Ele reconheceu que a frase tem conotações preconceituosas, mas afirmou que ela foi interpretada de forma que contradiz suas ações e as decisões de seu governo. 

Fernández declarou a frase, considerada ofensiva, durante encontro com o premiê espanhol Pedro Sanchéz na última quarta-feira. O presidente argentino creditou sua inspiração a uma frase erroneamente atribuída ao diplomata mexicano e Prêmio Nobel da Paz Octavio Paz, que teria dito “os mexicanos são descendentes de astecas, os peruanos dos incas e os argentinos dos barcos”.  Meios de comunicação locais, no entanto, identificaram que o trecho vem de uma música chamada Llegamos de los barcos, do cantor argentino Litto Nebbia, que diz exatamente as mesmas palavras. 

Algumas horas após o ocorrido, o presidente argentino foi ao Twitter pedir desculpas. "Eu não quis ofender ninguém", afirmou em sua conta oficial. "Afirmou-se mais de uma vez que 'os argentinos descendem de navios'. Na primeira metade do século 20, recebemos mais de 5 milhões de imigrantes que viviam com nossos povos nativos. Nossa diversidade é um orgulho", escreveu o presidente argentino em seu Twitter. "Eu não quis ofender ninguém, em qualquer caso, peço desde já desculpas a quem se sentiu ofendido ou invisibilizado."

Na quinta-feira, Fernández voltou a falar sobre o tema.  "Litto Nebbia sintetiza o real significado de minhas palavras melhor do que eu", escreveu o presidente argentino no Twitter. Nessa mensagem,  Fernández utilizou outro fragmento da mesma música: "Queria que fosse uma frase (Zamba) que falasse de nós. E desta terra que amamos (América Latina). E é uma mistura de todos".

 

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