Juan Mabromata / AFP
Juan Mabromata / AFP

Em carta, Guaidó busca ajuda do Pentágono

Caracas reage e diz que pedido é ‘aberração’; líder opositor critica presença de militares cubanos na Venezuela

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2019 | 22h06

WASHINGTON - O representante em Washington do líder opositor venezuelano Juan Guaidó pediu uma reunião com o Comando Sul dos EUA para discutir “temas de cooperação e planejamento”. Segundo carta enviada por Guaidó a Carlos Vecchio, a ajuda seria para “aliviar o sofrimento do povo venezuelano e restabelecer a democracia”. A medida foi qualificada como uma “aberração” pelo governo de Nicolás Maduro.

Em carta dirigida ao chefe do Comando Sul, o almirante Craig Faller, Vecchio diz que as condições na Venezuela pioraram, como consequência do “regime corrupto, incompetente e ilegítimo do usurpador Nicolás Maduro”. 

Em transmissão na TV, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou ontem que seu governo rejeita a carta de Guaidó. “Um dos golpistas que hoje se esconde em Washington pede a intervenção militar na Venezuela”, disse Delcy.

Na semana passada, Faller alertou que o Exército venezuelano deve decidir se apoia o povo ou “um tirano”, em referência a Maduro. Desde janeiro, o governo chavista, que tem o apoio de Cuba, Rússia e China, é desafiado por Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, eleita em 2015, e reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, incluindo o Brasil.

Vecchio afirmou ontem que é preocupante “o impacto da presença de forças estrangeiras não convidadas” que colocam em risco o seu país – uma referência a supostos militares cubanos em apoio ao chavismo. 

A Venezuela sofre uma grave crise econômica, com uma hiperinflação e uma severa escassez de medicamentos e de produtos básicos. A ONU estima que, a cada dia, 5 mil venezuelanos deixam o país por falta de alimentos, atenção médica e remédios. / REUTERS e AFP 

 

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