Em carta, Kadafi diz que mesmo em guerra 'ama' Obama

O líder líbio Muamar Kadafi enviou cartas para os principais dirigentes da coalizão internacional que iniciou ataques aéreos a seu país hoje. Na carta endereçada ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ele afirma que "mesmo que, Deus não permita, haja uma guerra entre a Líbia e a América, você continuará a ser meu filho e eu ainda te amaria".

AE, Agência Estado

19 de março de 2011 | 21h10

Kadafi diz ainda que todo povo líbio está com ele, disposto a morrer para defendê-lo. "Estamos combatendo ninguém mais do que a Al-Qaeda, no que eles chamam de Magreb Islâmico. É um grupo armado que está combatendo desde a Líbia até a Mauritânia, da Argélia ao Mali. Se você os tivesse descoberto tomando cidades americanas pela força das armas, diga-me: o que você faria?", pergunta o ditador para Obama.

Em outra carta, destinada ao presidente da França, Nicolas Sarkozy, ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, e ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, Kadafi diz que "a Líbia não é de vocês". "A resolução do Conselho de Segurança é inválida, porque não segue a Carta da ONU no que diz respeito aos assuntos internos de qualquer país. Esta é uma opressão terrível, uma agressão bruta. Vocês nunca tiveram o direito de intervir em nossos assuntos internos. Vocês vão lamentar se ousarem intervir em nosso país", ameaça. As informações são da Associated Press.

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