Em carta, presidente iraniano pede que EUA saiam do Iraque

Em uma carta aberta, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, pediu à população americana, nesta quarta-feira, que exija a retirada das tropas dos Estados Unidos no Iraque e rejeite o que ele chamou de "apoio cego" do governo a Israel e suas ações "ilegais e imorais" na luta contra o terrorismo. A carta, endereçada para "Nobres Americanos" e distribuída pela Missão Iraniana na ONU, denunciou as políticas do presidente dos EUA George W. Bush no Oriente Médio e as práticas na "guerra contra o terror". "Normas judiciais são descumpridas, telefones são grampeados e suspeitos são mortos nas ruas", afirma o presidente iraniano em sua carta. Ele apelou ao povo americano para trabalhar contra essa políticas e clamou à administração de Bush e ao novo Congresso controlado por democratas que prestem mais atenção aos resultados das recentes eleições de meio-mandato. "Indubitavelmente, a população americana não está satisfeita com este comportamento e mostrou seu descontentamento nas recente eleições", escreveu Ahmadinejad. "Espero que quando o resultado for percebido, a administração do presidente Bush tenha ouvido e prestado atenção na mensagem dos americanos". Na carta desta quarta-feira, ele se focou nas boas relações do passado entre os EUA e o Irã e entre suas populações, "inclinadas em direção ao bem, e em direção à extensão de ajuda mútua, particularmente dos necessitados". A carta dizia, também, que os iranianos têm simpatia pela causa palestina e que lamentam tanto quando os americanos "a dor e a miséria do povo palestino", e acusaram a administração de Bush de ignorar a opinião pública ao permanecer "na linha de frente do atropelo dos direitos dos palestinos". "O que o apoio cego aos sionistas trouxe à população americana?" perguntou o líder iraniano. "É lamentável que, para a administração dos EUA, os interesses dos ocupantes Ele, além disso, instou os americanos a apoiarem o direito dos palestinos de viver em sua terra própria. Forçado Ahmadinejad assegura que se viu obrigado a escrever esta mensagem, pela atuação dos Estados Unidos no mundo. "Se não fosse pelas conseqüências negativas das atividades do Governo dos EUA sobre a vida de milhões de pessoas no Oriente Médio, pelas lamentáveis seqüelas da intervenção de Washington em outros países do mundo, não teria escrito esta carta", disse Ahmadinejad. Segundo ele, se pode guiar o mundo para a perfeição, por meio da fé, da espiritualidade, da moralidade e das doutrinas dos profetas. "A arrogância das autoridades dos EUA acabará caindo. A fé é a única alternativa", afirmou. Ahmadinejad termina a carta com um versículo do Corão, que diz que os que se arrependem, têm fé e realizam boas ações poderão ser salvos. O líder iraniano havia escrito uma carta de 18 páginas para Bush em maio, a qual foi bastante criticada por Washington por não se dirigir ao programa nuclear iraniano - no qual os EUA estavam tentando lançar sanções na ONU contra Teerã por sua recusa de parar o enriquecimento de urânio, o que poderia levar à fabricação de uma bomba nuclear. (Leia ao lado a íntegra da carta a Bush)

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