ESTEBAN COLLAZO / Argentina's Presidency Press Office / AFP
ESTEBAN COLLAZO / Argentina's Presidency Press Office / AFP

Em crise, Argentina congela preços de internet, TV e telefonia até fim do ano

Governo de Alberto Fernández informou que não poderá haver aumento de taxas desses serviços sem aprovação oficial

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2020 | 14h40

BUENOS AIRES - O governo da Argentina declarou na sexta-feira, 21, que internet, televisão paga e telefonia são "serviços públicos essenciais" e, por isso, decidiu congelar seus preços até 31 de dezembro. 

“Decidimos declarar serviços públicos a telefonia celular, os serviços de internet e a televisão paga. Desta forma, garantimos o acesso para todos", escreveu o presidente Alberto Fernández em seu Twitter. Fernández apontou que assim se recuperam "ferramentas regulatórias que o governo anterior retirou do Estado". Ele informou que não poderá haver aumento dessas taxas sem aprovação oficial.

Fernández afirmou que educação, acesso ao conhecimento, cultura e comunicação são direitos básicos que precisam ser preservados. "Por isso, ordenamos que, de agora em diante, haja planos inclusivos de benefício básico, universal e obrigatório para aqueles que têm menos (recursos)".  A decisão argentina vem depois do congelamento das tarifas de eletricidade e de gás até o final do ano. 

A Argentina está em recessão há mais de dois anos, em uma crise aprofundada pelo impacto da pandemia do novo coronavírus e levou a uma grave deterioração dos indicadores sociais e econômicos. Cerca de 40% da população argentina vive abaixo da pobreza, enquanto aumenta o desemprego e a atividade econômica se deteriora.

Até sexta-feira, foram registrados 329.043 casos de coronavírus, dos quais 6.730 morreram, segundo dados oficiais. A população da Argentina é de cerca de 45 milhões de habitantes.

A maior parte dos casos concentra-se na região de Buenos Aires, mas a província de Jujuy, na fronteira com a Bolívia, tem observado um aumento dos casos, com pouco mais de 2.347. / EFE

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