Em cúpula, China e EUA minimizam tensão marítima

Os Estados Unidos e a China buscaram uma reaproximação na sexta-feira, ao dizerem que as tensões em torno do Mar do Sul da China estão sendo resolvidas com a adoção de novos códigos de conduta para Pequim e as nações do Sudeste Asiático.

ANDREW QUINN E MICHAEL MARTINA, REUTERS

22 de julho de 2011 | 09h54

As duas maiores economias do mundo enfrentam atritos por causa de várias questões, como a situação dos direitos humanos na China, política cambial e o auxílio militar dos EUA a Taiwan.

Por isso, Pequim e Washington se mostram interessados em não permitir que as disputas territoriais no mar do Sul da China, uma região rica em gás e petróleo, perturbem ainda mais as suas relações.

"Quero elogiar a China e a Asean (bloco regional do Sudeste Asiático) por colaborarem tão estreitamente para incluir a implementação das diretrizes para a declaração de conduta no Mar do Sul da China", disse a secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, durante a reunião na turística ilha indonésia de Bali.

A China acatou as novas medidas na quinta-feira, após quase uma década de impasse, no que pode ter sido uma tentativa de convencer a Asean a retirar o tema da pauta antes da chegada de Hillary.

China, Taiwan e quatro países da Asean - Filipinas, Malásia, Brunei e Vietnã - reivindicam partes do Mar do Sul da China, e os EUA irritaram Pequim ao declararem que também é do seu interesse nacional assegurar a liberdade de navegação e comércio.

O chanceler chinês, Yang Jiechi, disse que as novas regras "avançam muito na manutenção da paz, da estabilidade e da boa vizinhança na região".

(Reportagem adicional de Raju Gopalakrishnan)

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