Jose Jacome/Efe
Jose Jacome/Efe

Em cúpula da Unasul, Correa defende lei contra excessos da imprensa

Presidente do Equador propõe promoção de 'meios privados sem fins lucrativos'

estadão.com.br,

26 de novembro de 2010 | 17h15

GEORGETOWN - O presidente do Equador, Rafael Correa, defendeu nesta sexta-feira, 26, uma legislação para combater o que chamou de excessos claros dos meios de comunicação na América Latina. Correa discursou no primeiro dia da cúpula da União das Nações sul-americanas (Unasul), em Georgetown, na Guiana. 

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Correa, que transmitiu a presidência temporária da Unasul para a Guiana, propôs também a promoção de meios privados sem fins lucrativos no lugar de 'meio de lucro sem fim'. O presidente equatoriano reclamou ainda de difamações da imprensa na região e disse que, se algum presidente a contesta, está atentando contra a liberdade de imprensa.

Durante o discurso, o equatoriano foi aplaudido pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, sob os gritos de 'bravo'. O governo do Equador enviou ao Congresso um projeto de lei para regular a imprensa, criticada pela mídia local.

A reunião na capital guianesa começou com um minuto de silêncio em memória ao ex-presidente argentino Néstor Kirchner, o primeiro secretário-geral de Unasul, que morreu no dia 27 de outubro.

Na presença da viúva e atual presidente da Argentina Cristina Fernández Kirchner, o chefe do Estado do Equador, Rafael Correa, também pediu uma salva de palmas em homenagem ao político, que se prolongou por vários minutos no plenário do Centro de Convenções da Guiana.

Compareceram à reunião o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e líderes de Suriname, Guiana, Colômbia e Paraguai. Bolívia, Chile, Peru e Uruguai foram representados pelos seus chanceleres.

Com Efe

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