. Argentine Presidency/Handout
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Em cúpula do Mercosul, Macri pede eleições e libertação de opositores na Venezuela

Líder argentino oferece mediação do bloco para crise na Venezuela; Temer fala em trabalhar pela redemocratização do país

Carla Araújo, enviada especial a Mendoza, O Estado de S.Paulo

21 Julho 2017 | 12h50

MENDOZA, ARGENTINA - Em discurso de abertura da 50ª Cúpula do Mercosul, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, citou a situação da Venezuela e disse que espera que o país liberte os presos políticos e encontre a paz. Segundo Macri, que daqui a pouco entrega a presidência do Mercosul a Michel Temer, serão reforçados os grupos de contato com os venezuelanos para "mediar o novo processo de diálogo e negociação entre as partes em conflito".

Ao final cúpula, que está sendo realizada hoje em Mendoza, na Argentina, os chefes dos países membros do bloco irão assinar um documento em que reclamarão da situação da Venezuela. O texto será firmado por Macri, Temer, Horacio Cartes (Paraguai) e Tabaré Vázquez (Uruguai). A Venezuela está suspensa do grupo desde dezembro de 2016.

O Mercosul iniciou a aplicação ao país do Protocolo de Ushuaia em abril passado, numa reunião de chanceleres ocorrida na Argentina logo após a Corte Suprema haver assumido os poderes da Assembleia Nacional. Naquele encontro, ficou acertado que seria dado o passo seguinte, que seria fazer consultas à Venezuela. No entanto, elas não foram realizadas.

O Brasil passa a ocupar nesta sexta-feira, por seis meses, a presidência do Mercosul e pretende agilizar os preparativos para aplicar a cláusula democrática contra a Venezuela diante do avanço da proposta de realização da assembleia constituinte, da dura repressão às manifestações da oposição e do crescimento do número de presos políticos.

O presidente Michel Temer fará dois discursos durante a reunião de hoje. O primeiro deles foi fechado à imprensa. Já o segundo, quando receberá de Macri a presidência do bloco, poderá ser acompanhado por jornalistas.

Antes do início da reunião, o presidente disse estar bastante preocupado com o povo venezuelano. "Vamos continuar trabalhando pela redemocratização da Venezuela", afirmou. 

Em seu discurso inicial, Macri destacou também alguns avanços de sua presidência no bloco durante o primeiro semestre deste ano e afirmou que acredita que a participação do Mercosul no mercado mundial deve aumentar significativamente. Segundo ele, uma das prioridades de sua gestão foi o foco em ampliar e buscar novos acordos comerciais.

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