Em Damasco, países árabes discutem boicote a Israel

Países árabes deram início hoje a uma reunião de cinco dias de seu enfraquecido comitê de boicote regional a Israel com planos de adicionar à sua lista negra companhias que negociam com o Estado judeu. Os 18 dos 22 países da Liga Árabe que participam do encontro devem discutir o conflito israelense-palestino e considerar a suspensão de sanções contra companhias que deixaram de comerciar com Israel.Ahmed Khazaa, comissário-geral do Escritório Central deBoicote, fundado há 52 anos e com sede em Damasco, denunciou oataque aéreo de Israel contra um suposto campo de treinamento deradicais palestinos na Síria no domingo passado em retaliação ao atentado suicida a bomba em Haifa que matou 20 israelenses. A Síria afirma que o campo estava abandonado há anos."O povo palestino que está lutando por liberdade eindependência... está sendo sujeito a uma guerra organizada deaniquilação por parte de Israel", denunciou Khazaa. "A agressãoque foi executada por Israel em território sírio é um bomexemplo".O escritório de boicote já chegou a listar 8.500 companhias epessoas que negociavam com Israel. Mas sua influência declinouconsideravelmente nas últimas duas décadas depois que o Egito ea Jordânia fizeram as pazes com Israel, os palestinos embarcaramnum processo de paz e vários estados do Golfo Pérsico passaram aignorá-lo. O encontro de hoje ocorre em meio ao aumento de tensão noOriente Médio, com confrontos israelense-palestinos, a ocupaçãoamericana do Iraque e os duros protestos da Síria contra oataque de Israel a seu território, o primeiro do tipo em trêsdécadas.

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