Em defesa da Nobel da Paz Suu Kyi, Japão congela ajuda a Mianmá

O Japão anunciou nesta quarta-feira que congelou toda ajuda financeira ao governo militar de Mianmá como forma de pressioná-lo a libertar a líder dissidente Aung San Suu Kyi. Ao mesmo tempo, a França pediu hoje ao governo birmanês que autorize a participação da líder pró-democracia nas festas nacionais do Dia da Bastilha.A ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 1991 e 15 membros da oposicionista Liga Nacional para a Democracia foram convidados para uma recepção na sede da embaixada da França em Rangum, disse hoje o porta-voz da Chancelaria francesa.Paris confia em que as autoridades de Mianmá, a antiga Birmânia, ?não coloquem obstáculos em atender seu pedido?, afirmou Hervé Ladsous.No Japão - um dos poucos países desenvolvidos que dialoga diretamente com o governo militar birmanês e é sua principal fonte de ajuda no Sudeste Asiático -, o funcionário do ministério das Relações Exteriores Kojiro Matsumoto disse que ?se Suu Kyi for libertada, Tóquio reconsiderará a retomada da ajuda?. O governo japonês concedeu a Mianmá US$ 77,96 milhões no ano fiscal de 2001, o último ano do qual há estatísticas disponíveis, e vem tentando dialogar com o governo de Rangum com a promessa de fornecer mais ajuda. Tal ajuda foi suspensa depois de uma reunião em Rangum na segunda-feira entre o vice-chanceler japonês Tetsuro Yano e o terceiro na hierarquia entre os integrantes da junta militar birmanesa, o general Khin Nyunt. A decisão tomada por Tóquio aproxima o Japão dos EUA e da União Européia, que já impuseram sanções para pressionar os militares a libertarem Suu Kyi.

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