Andres Valle/Peruvian Presidency/AFP
Andres Valle/Peruvian Presidency/AFP

Em depoimento ao Congresso, presidente do Peru afirma que não cometeu nenhum ato ilegal

Martín Vizcarra enfrenta pedido de impeachment após divulgação de áudios comprometedores

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2020 | 16h53

LIMA - O presidente do Peru, Martín Vizcarra, afirmou  em depoimento ao Congresso nesta sexta-feira, 18, que seu comportamento "sempre foi correto" e que não cometeu "nenhum ato ilícito". O chefe de Estado enfrenta um processo de impeachment relacionado a um suposto caso de corrupção. A destituição requer 87 votos para ser aprovada.

“O Peru não pode ser detido por alguns áudios sem qualquer validade”, disse Vizcarra, referindo-se às gravações feitas por seu ex-secretário Karem Roca, peça-chave do escândalo.

Vizcarra pediu "sinceras desculpas" ao público pela crise causada a partir dos áudios e observou que "o único crime comprovado até agora é a gravação clandestina". “Reconheço que é a minha voz em um desses áudios. De forma alguma vou aceitar as acusações”, acrescentou o presidente.

Os áudios citados mostram a coordenação entre o presidente e seu círculo mais próximo para ocultar a suposta participação do governante na contratação irregular do cantor Richard Swing no Ministério da Cultura.

O presidente afirmou que as denúncias contra ele baseiam-se em “áudios sem perícia, sem contrastes, sem sequer reconhecer a veracidade de seu conteúdo”.

Vizcarra afirmou que Roca já reconheceu que mentiu sobre o conteúdo de vários áudios. “Com tantas mentiras, tantas falsidades e sem o menor contraste, corre-se a possibilidade de destituir o presidente”, disse.

Vizcarra afirmou ser o principal interessado em que as investigações do Ministério Público cheguem ao fundo desta denúncia e que está disposto a dar o seu testemunho a partir de agora. Pediu ao Legislativo que não gerasse "uma nova crise sem fundamento que afetaria os peruanos mais vulneráveis" e disse confiar que os parlamentares "farão prevalecer seus valores democráticos". / EFE

 

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