Em dia de violência, Bush e Blair discutem estratégia para o Iraque

Homens armados feriram um general iraquiano nesta quinta-feira no sudeste de Bagdá e uma explosão deixou três mortos no centro da capital. Em meio à continuada violência no país, o presidente americano, George W. Bush, e o premier britânico, Tony Blair, preparam-se para uma reunião sobre a estratégia no Iraque depois da formação do novo governo. O General Khalil al-Abadi, chefe de gabinete do Ministério da Defesa, sofreu uma emboscada enquanto dirigia para o trabalho, no distrito de Zafraniyah. Al-Abadi e seu motorista ficaram feridos durante a ação. A explosão na região central da capital iraquiana ocorreu em um edifício na praça Tahrir, matando três e deixando 11 feridos. A polícia suspeita que o prédio servia como uma fábrica de bombas.Em Mossul, a cerca de 360 quilômetros de Bagdá, atiradores mataram o membro do conselho da cidade, Muthana Thanon Jassim, e seu motorista, informou o general Abdul-Hamid Khalaf.No começo da semana, a polícia interveio em conflitos entre tribos xiitas e sunitas ao sul de Bagdá. Cerca de 15 xiitas membros da milícia Mahdi foram assassinados entre segunda e terça-feira. Estratégia no IraqueBush e Blair devem se encontrar nesta quinta-feira, em Washington, para discutir uma estratégia para o Iraque. Blair, que visitou Bagdá esta semana, também falará sobre planos para uma conferência internacional para apoiar o novo governo iraquiano e negociar apoio de Bush para aumento da ajuda da ONU. Em Bagdá, o novo primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, disse que acredita que as forças iraquianas estarão preparadas para assumir a segurança do país dentro de 18 meses, mas não mencionou uma data para que a coalizão liderada pelos EUA deixe o país. Militares americanos advertiram que a transferência do comando da segurança para os iraquianos não significa que as tropas internacionais deixarão o país imediatamente. Contudo, o nível da violência aumentou sensivelmente depois do atentado contra uma mesquita xiita em Samarra e muitos especialistas americanos questionam se os iraquianos são capazes de lidar com a situação sem ajuda dos Estados Unidos. Forças iraquianas além de tentarem impedir a insurgência, enfrentam agora a ameaça de violência sectária de milícias e esquadrões da morte, alguns possivelmente ligados à polícia e ao Exército. O contingente das forças armadas iraquianas e da polícia somam 254 mil homens e deve chegar a 273 mil até o final do ano, quando a responsabilidade deve ser transferida para os iraquianos, segundo al-Maliki. O controle exclui as duas áreas mais violentas, a província de Anbar e a capital Bagdá.

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