Em dia decisivo, Trump e Hillary tentam consolidar vantagem nas primárias

Em dia decisivo, Trump e Hillary tentam consolidar vantagem nas primárias

Ambos disputam prévias em cinco Estados e podem se tornar os prováveis indicados de seus partidos para disputa pela Casa Branca

O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 11h02

WASHINGTON - O republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton enfrentam um dia potencialmente decisivo nesta terça-feira, 15, com disputas em cinco Estados que podem transformar os dois nos prováveis indicados de seus partidos à disputa pela presidência dos EUA.

O senador pela Flórida, Marco Rubio, e o governador de Ohio, John Kasich, lutam por seu futuro político na disputa. Ambos precisam vencer em seus Estados de origem, para manter vivas as esperanças na corrida pela indicação. Hillary, por sua vez, deseja impedir que o rival Bernie Sanders ganhe força no Meio-Oeste do país.

Ainda que a Flórida e Ohio sejam os grandes prêmios do dia, Missouri, Illinois e a Carolina do Norte também garantem um número razoável de delegados para as convenções nacionais dos partidos.

Trump entra nas disputas desta terça-feira envolvido em uma das maiores polêmicas de sua campanha. O republicano encorajou partidários a confrontar fisicamente manifestantes em eventos e agora enfrenta críticas por supostamente estimular a violência, após distúrbios em um evento na semana passada em Chicago.

O empresário tem uma vantagem confortável na contagem de delegados republicanos. Caso tenha uma vitória expressiva nas prévias desta terça-feira, poderia cruzar o importante patamar de mais de 50% dos delegados concedidos até agora na disputa entre os pré-candidatos.

Kasich e Rubio querem vencer em seus Estados, nos quais o primeiro lugar leva todos os delegados. Estão em jogo 99 delegados na Flórida e 66 em Ohio. Uma derrota, porém, pode acabar com suas pré-candidaturas.

Pesquisas recentes mostram Rubio com boa margem na Flórida, mas Kasich tem vantagem pequena em Ohio. Com isso, uma vitória de Trump o deixaria em uma ótima posição para vencer a disputa, enquanto uma derrota poderia significar um processo mais disputado. O rival mais próximo de Trump é o senador pelo Texas Ted Cruz, que derrotou o empresário em sete Estados.

Entre os democratas, Hillary busca unir o partido e também diz que pretende, em sua disputa, unificar o país. Contudo, ela continua a enfrentar uma corrida acirrada com o senador Sanders, que ganhou impulso com a vitória surpreendente no Michigan.

Assessores de Sanders dizem que ele pode ganhar no Missouri, em Illinois e Ohio, o que lhe daria mais fôlego. Caso Hillary obtenha vitórias decisivas nesta terça-feira, seria muito difícil que o rival a alcançasse, já que todas as disputas democratas concedem os delegados proporcionalmente à porcentagem obtida pelos pré-candidatos. /ASSOCIATED PRESS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.