AP Photo/Tony Dejak
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Em discurso, Hillary pede alterações na legislação do comércio de armas nos EUA

Democrata disse que pessoas investigadas pelo FBI ‘não deveriam poder comprar uma arma’, e insistiu em restabelecer a proibição sobre a venda de fuzis de assalto

O Estado de S. Paulo

13 Junho 2016 | 15h16

WASHINGTON - A pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton disse nesta segunda-feira, 13, após o ataque a tiros em uma casa noturna em Orlando, na Flórida, frequentada pelo público LGBT, que deixou ao menos 50 mortos, que “se alguém está sendo investigado pelo FBI, simplesmente não deveria poder comprar uma arma”.

Em seu primeiro discurso público após o massacre, Hillary insistiu em restabelecer a proibição sobre a venda de fuzis de assalto, como a utilizada por Omar Mateen, autor dos disparos. “Acredito que as armas de guerra não têm lugar nas nossas ruas.”

O atirador, americano de origem afegã, havia sido investigado pelo FBI anteriormente, mas por não contar com um histórico criminal, conseguiu comprar legalmente as armas levadas à casa noturna.

No pronunciamento em Cleveland, ela pediu um aumento nos esforços para excluir as mensagens do Estado Islâmico da internet, e afirmou ainda que apesar de o atirador estar morto, “o vírus que envenenou sua mente permanece muito vivo”.

Além disso, disse que se for presidente dos Estados Unidos, tornará prioridade frear a ação dos terroristas chamados "lobos solitários".

Em entrevista à rede NBC nesta manhã, Hillary disse que os EUA devem encontrar uma maneira de manter o país a salvo sem demonizar os muçulmanos. Ela garantiu que apoiará medidas mais fortes de prevenção para ataques dos chamados lobos solitários, e pediu maior monitoramento na Internet, mas disse que ao mesmo tempo irá proteger os direitos de muçulmanos americanos.

A democrata disse ainda que a resposta ao massacre de Orlando - o ataque a tiros "mais letal" na história dos Estados Unidos - não pode ser o "partidarismo" e também não se deve "demonizar" os muçulmanos.

"É hora de nos unirmos e lembrarmos os que foram assassinados, apoiemos a todos os que estão sofrendo e depois tratemos de averiguar o que podemos fazer", disse a ex-secretária de Estado em uma entrevista.

Hillary respondeu às críticas do virtual candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, que no domingo condenou tanto sua provável rival nas eleições de novembro como o presidente Barack Obama por não usar a expressão "Islã radical" ao se referir ao extremismo islâmico.

Segundo Hillary, neste momento "importa o que fazemos, não o que dizemos". "Para mim, jihadismo radical, islã radical, acredito que significam o mesmo. Estou disposta a dizer qualquer um dos dois", acrescentou a candidata.

"Toda esta conversa, demagogia e retórica não vão resolver o problema. Eu não vou demonizar, ser demagoga e declarar guerra a toda uma religião", destacou.

A polícia de Orlando, na Flórida, detalhou que no ataque à boate Pulse morreram 49 pessoas, além do autor dos disparos. O suspeito jurou lealdade ao Estado Islâmico, grupo que reivindicou nesta segunda-feira a autoria do massacre e qualificou Mateen como um "soldado do califado". /Reuters, EFE e Associated Press

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