MICHAEL REYNOLDS / Efe
MICHAEL REYNOLDS / Efe

Em discurso, Bibi diz que EUA negociam um 'mau acordo' com o Irã

Falando ao Congresso americano, premiê de Israel pede que EUA 'exijam' condições antes de tirar restrições ao programa nuclear

O Estado de S. Paulo

03 Março 2015 | 14h23

WASHINGTON - O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou ao Congresso americano nesta terça-feira, 3, que o acordo que os EUA estão negociando com o Irã sobre o programa nuclear de Teerã é um "mau acordo" e pode deixar o país com uma estrutura nuclear montada.

"Esse é um mau acordo. Estamos melhor sem ele", afirmou o premiê durante o polêmico discurso no Congresso. Mais de 50 congressistas democratas boicotaram o discurso em protesto por Netanyahu ter sido convidado pelo presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, sem consultar a Casa Branca.

O premiê criticou duramente o acordo que está sendo realizado entre EUA e Irã, afirmando que ele não impedirá Teerã de desenvolver seu armamento nuclear, o que terá consequências para outros países do Oriente Médio.

"Esse acordo não mudará o Irã para melhor, apenas mudará o Oriente Médio para pior", disse Netanyahu, citando que outras regiões tentarão desenvolver armas nucleares para se protegerem de Teerã. "A maior ameaça ao mundo é o casamento do islã militante com armas nucleares."

O primeiro-israelense disse que o acordo ainda pode ser modificado e pediu que os EUA exijam um "acordo melhor, que não dê ao Irã um caminho fácil para a bomba (nuclear)". Netanyahu ressaltou que as restrições ao programa nuclear iraniano devem continuar.

"Antes de retirar as restrições, devemos exigir três coisas do Irã: primeiro que acabe com as agressões aos vizinhos do Oriente Médio, segundo pare de apoiar o terrorismo ao redor do mundo e terceiro parem de ameaçar o meu Estado de Israel, o único Estado judeu", afirmou.

Opositores a Netanyahu dizem que o discurso dele no Congresso americano visa aumentar sua credibilidade dentro de casa, de olho nas eleições legislativas de 17 de março em Israel. /REUTERS

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