Alex Brandon/AP
Alex Brandon/AP

Em discurso de despedida, Trump diz 'orar' para a próxima administração, sem mencionar Biden

'Movimento que iniciamos está apenas começando', disse republicano

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2021 | 18h12

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu "orações" para a nova administração dos Estados Unidos, sem citar seu rival, o presidente eleito Joe Biden. A declaração foi feita em um discurso de despedida divulgado na tarde desta terça-feira, 19.

"Esta semana, inauguramos um novo governo e oramos por seu sucesso em manter os Estados Unidos seguros e prósperos", disse o presidente republicano. "Enviamos os nossos melhores votos e também queremos que tenham sorte - uma palavra muito importante."

Trump, que parte em meio a profundas divisões no país, falou sobre a invasão ao Capitólio, ataque que ele demorou a condenar. "Todos os americanos ficaram horrorizados com o ataque ao nosso Capitólio. A violência política é um ataque a tudo que prezamos como americanos. Isso nunca pode ser tolerado", disse no vídeo.

Ele sugeriu, no entanto, que seu movimento continuaria.  "Agora, enquanto me preparo para entregar o poder a uma nova administração ao meio-dia na quarta-feira, quero que saibam que o movimento que iniciamos está apenas começando", disse Trump. "Saio deste lugar majestoso com um coração leal e alegre e um espírito otimista, e uma confiança suprema de que para nosso país e para nossos filhos, o melhor ainda está por vir."

Em um trecho do discurso, Trump afirmou ter sido o primeiro presidente em "décadas" a concluir sua gestão sem ter começado uma nova guerra. O republicano também se vangloriou da forma como conduziu os EUA durante os quatro anos no cargo.

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"Nós revitalizamos nossas alianças", disse, "e exortamos as nações do mundo a enfrentar a China como nunca antes". E como resultado "de diplomacia corajosa e realismo de princípios", "acordos de paz históricos no Oriente Médio foram alcançados", afirmou.

“Estamos trazendo nossos soldados de volta para casa”, disse Trump, referindo-se à redução no número de soldados americanos destacados no Afeganistão, Síria e Iraque, entre outros lugares.

Trump deixa o cargo com quase 400 mil pessoas mortas pelo coronavírus, cujo risco minimizou, e com uma economia bastante abalada pela pandemia. Após insistir, sem provas, em alegações de fraude durante as eleições, o republicano quebrará a tradição e não comparecerá à cerimônia de posse de seu sucessor. Trump deixará Washington na quarta-feira, 20, para se instalar em sua mansão particular em Palm Beach, na Flórida. /AP, AFP, REUTERS e EFE

 

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