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Em discurso do ano-novo iraniano, Khamenei volta a questionar Holocausto

'Não se sabe se a origem deste assunto é verdade ou não', disse o líder supremo do Irã

O Estado de S. Paulo,

21 de março de 2014 | 16h08

TEERà- O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, voltou a colocar em dúvida a existência do Holocausto. Em seu tradicional discurso do ano-novo persa (Nowruz), Khamenei criticou a "falta de liberdade" na Europa para debater essa questão.

"Sobre o Holocausto, não se sabe se a origem deste assunto é verdade ou não, disse Khamenei, ontem de manhã no templo de Imam Reza, em Mashhad. "Se é verdade: como foi? Formar uma opinião do Holocausto, colocá-lo em dúvida é um dos maiores pecados (na Europa). Isto é proibido. Prendem as pessoas. Prenderão qualquer um, perseguirão judicialmente. E asseguram serem os defensores da liberdade."

O discurso foi transmitido ao vivo pelas emissoras locais. Khamenei pediu que a nação ajude a melhorar a economia sem esperar que a comunidade internacional retire as sanções que bloqueiam o país há uma década e que foram reforçadas em 2010.

"Podemos fazer florescer a economia se focarmos toda nossa vontade nisso. Não devemos esperar ajuda do inimigo nem esperar que se retirem as sanções ou se chegue a um acordo. Que vão para o inferno. Veremos o que podemos fazer nós mesmos", disse Khamenei.

Segundo ele, as sanções contra o Irã são ineficazes, como mostram os grandes progressos científicos nos campos nuclear, celular, na indústria de defesa e na nanotecnologia, obtidos apesar das instituições educativas estarem impedidas de realizar intercâmbio com o exterior. "Deixemos que o inimigo se cegue de inveja porque fazemos progressos em aviões não tripulados e na indústria de mísseis", assinalou.

O líder supremo pediu que os iranianos permaneçam fortes. "A nação iraniana tem que se fortalecer, essa é minha palavra. Se uma nação não quer ser forte e permanece fraca, será dominada. Será pressionada. Se uma nação não quer ser forte os dominadores vão chantageá-la. Se puderem, a insultarão e a pisotearão", advertiu.

Segundo ele, os iranianos "permanecem fiéis" ao sistema islâmico, à República Islâmica e à bandeira içada do islã"./ EFE

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