Em discurso, Obama aceita Nobel com 'humildade'

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje durante discurso em Oslo, capital da Noruega, que aceitava o Prêmio Nobel da Paz de 2009 com "profunda gratidão e grande humildade". O fato de o líder norte-americano ganhar o prêmio Nobel - e integrar um panteão com nomes como Nelson Mandela, Madre Teresa e Martin Luther King - apenas um ano após chegar à presidência levou a críticas internacionais.

AE, Agencia Estado

10 de dezembro de 2009 | 12h09

Obama disse que recebeu a honraria com "grande humildade" e reconheceu a "controvérsia", ao dizer que perto de "alguns dos gigantes da história que receberam esse prêmio, meus feitos são insignificantes". Ele elogiou manifestantes contrários ao governo no Irã, em Mianmar e no Zimbábue, e afirmou que os EUA sempre estarão ao lado daqueles que buscam a liberdade.

O presidente dos EUA citou "a dignidade silenciosa de reformadores como Aung Sang Suu Kyi", a dissidente birmanesa que também já levou o Nobel da Paz e que se encontra atualmente em prisão domiciliar. Também lembrou "da bravura dos zimbabuanos que votaram", apesar dos riscos de represálias do governo. Citou ainda os "centenas de milhares que marcharam silenciosamente pelas ruas do Irã", em protestos após contestadas eleições em junho, que reelegeram o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Segundo Obama, os líderes desses governos "temem as aspirações de seu próprio povo mais que o poder de qualquer outra nação". "E é a responsabilidade de todo o povo livre e das nações livres de deixar claro a esses movimentos que a esperança e a história estão do lado deles." O comitê do Nobel premiou Obama argumentando que o presidente lançou uma nova era de engajamento e multilateralismo na política externa norte-americana. As informações são da Dow Jones.

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