Toby Melville/REUTERS e Stefan Wermuth/REUTERS
Toby Melville/REUTERS e Stefan Wermuth/REUTERS

Em eleição apertada, partidos britânicos não devem obter maioria no Parlamento

Apoio aos conservadores, de David Cameron, está em 33% e aos trabalhistas, de Ed Miliband, em 32%; vencedor precisará de formar uma coalizão governista 

O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2015 | 11h47


LONDRES - A campanha eleitoral mais imprevisível da Grã-Bretanha em décadas entrou no seu último dia com os dois principais partidos igualados na maioria das pesquisas e nenhum deles com perspectivas de obter maioria no Parlamento, de 650 assentos, da quinta maior economia do mundo.

Pesquisa TNS divulgada nesta quarta-feira, 6, coloca o Partido Conservador britânico, de situação, com um ponto de vantagem sobre o Partido Trabalhista, de oposição. O apoio aos conservadores está em 33%, queda de 1 ponto em relação ao levantamento da semana passada, sendo que os trabalhistas também perderem 1 ponto, passando a 32%.

"Com o dia da votação logo à frente, as pesquisas sugerem que trabalhistas e conservadores estão em um empate", disse Michelle Harrison, chefe de pesquisa política e social do TNS.

Apesar de cinco semanas de campanha, nem o Partido Conservador, do primeiro-ministro David Cameron, nem o Trabalhista, de Ed Miliband, têm uma clara vantagem, o que indica um resultado potencialmente confuso e incerto depois da votação de quinta-feira.

Os liberais-democratas, parceiros dos conservadores na coalizão governista, ficaram com 8%; o Ukip, contra a União Europeia, com 14%; e os Verdes com 6%.

As questões em jogo são cruciais porque uma rara confluência de fatores determinantes para o futuro da Grã-Bretanha na União Europeia, bem como para sua coesão nacional, poderá depender do resultado.

Campanhas. Cameron prometeu realizar um referendo sobre a possibilidade de o país permanecer ou sair da UE, se continuar no poder. Além disso, as pesquisas sugerem que os nacionalistas escoceses poderiam emergir como o terceiro maior partido da nação, apesar de terem sido derrotados em um plebiscito do ano passado sobre se a Escócia deveria romper com a Grã-Bretanha e se tornar independente.

"As consequências, se você tomar o rumo errado, poderiam, na pior das hipóteses - e eu não estou prevendo isso - significar que em uma questão de anos duas uniões que são fundamentais para a prosperidade e o modo de vida de todas as pessoas na Grã-Bretanha estarão perdidas", disse à Reuters, durante a campanha, o vice-primeiro-ministro Nick Clegg, e líder do Partido Liberal Democrata.

Atualmente, a Grã-Bretanha tem o seu primeiro governo de coalizão desde a Segunda Guerra Mundial, já que o partido de Cameron não conseguiu maioria absoluta nas eleições de 2010 e fechou um acordo com o partido centrista de Clegg para governar em conjunto e estabilizar a economia. Muitos britânicos consideraram que se tratava de uma exceção na política do país.

Mas a ascensão de partidos menores, como o pró-independência Partido Nacional Escocês e o Partido da Independência (Ukip), contrário à permanência britânica na União Europeia, drenaram o apoio aos dois principais partidos. /REUTERS

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