Carolyn Kaster/AP
Carolyn Kaster/AP

Em entrevista à ABC, Obama diz apoiar casamento gay

Declaração de presidente dos EUA encerra meses de ambiguidade a respeito de um assunto bastante controverso, principalmente em ano eleitoral

Agência Estado,

09 Maio 2012 | 16h52

WASHINGTON - O presidente Barack Obama revelou nesta quarta, 9, em entrevista à rede de televisão ABC, que apoia o casamento gay, tornando-se o primeiro presidente dos Estados Unidos a assumir essa posição. A declaração encerra os meses de ambiguidade a respeito de um assunto bastante controverso, principalmente num ano eleitoral

Obama disse ter concluído que é importante para ele afirmar que acredita que casais do mesmo sexo devem poder se casar. Ele declarou que chegou a esta conclusão ao longo de vários anos de conversas com familiares e amigos. Anteriormente, o presidente havia dito que sua visão pessoal sobre o casamento gay estava evoluindo, posição que frustrou os defensores dos direitos dos gays. A declaração, repleta de implicações políticas, foi feita a seis meses da eleição presidenciais

Obama estava sob forte pressão nesta semana para esclarecer sua opinião sobre o assunto, depois de vários de seus principais conselheiros terem se manifestado favoráveis a questão. Obama disse que acredita "pessoalmente" que gays e lésbicas devem ter o direito de se casar, posição declarada após anos de conversas com amigos e familiares e de pensar sobre gays que fazem parte das Forças Armadas e de sua própria equipe, que criam filhos juntos e têm relações monogâmicas.

"Eu venho desenvolvendo a questão. Eu sempre fui inflexível quanto ao fato de que gays e lésbicas devem ser tratados de forma justa e igualitária", disse Obama em entrevista ao programa "Good Morning America", da ABC, apresentado por Robin Roberts.

"Num determinado ponto, eu conclui que para mim, pessoalmente, era importante seguir em frente e afirmar que eu acho que casais do mesmo sexo devem poder se casar."

Em 2008, o candidato Obama declarou-se contra o casamento de pessoas do mesmo sexto, mas deu seu apoio a uniões civis. Em 2010 ele disse que sua visão sobre o casamento gay estava "evoluindo".

Nesta quarta-feira, ele declarou que "eu hesitei na questão do casamento gay, em parte, porque pensei que uniões civis seriam suficientes". "E eu era sensível ao fato de que para muitas pessoas a palavras ''casamento'' é algo que invoca tradições muito poderosas, crenças religiosas e assim por diante", disse ele.

 

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

 

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