Em entrevista, mulher diz que ´troca fraldas´ de Menem

A ex-miss Universo Cecilia Bolocco, de 41 anos, mulher do ex-presidente Carlos Menem, de 76, declarou que o sexo constitui uma peça fundamental de sua vida. "Para mim, sexo é tudo", declarou categórica durante o programa de TV Mucho Lucho (Muito Luxo), do apresentador Lucho Jara, emitido pelo Canal 13 de Santiago do Chile. Cecilia, que anos atrás era considerada "bem comportada", até abriu a camisa de Jara, com o argumento - acompanhado de um sorriso maroto - de que ela o ajudaria a "ajeitar bem o microfone"."Chechu", como é conhecida a ex-miss chilena, casada com o septuagenário Menem desde o ano 2000 (com quem teve um filho, Máximo Menem), voltará a trabalhar como apresentadora de TV em 2007. O spot publicitário do novo programa de Bolocco faz questão de ressaltar que a longilínea ex-miss está "ousada".Em outro momento polêmico do programa, um humorista a entrevistou sobre sua vida cotidiana. Com humor ferino, Cecilia disparou, em alusão ao envelhecimento acelerado do ex-presidente Menem nos últimos anos: "Você tem que trocar fraldas toda hora... Bem, e também as fraldas de teu filho!".No ano passado, ela não hesitou em desferir um cálido beijo nos lábios do galã espanhol Miguel Bosé. Na mesma época, reclamava que seu marido, o atual senador Menem, só pensava em política. Em 2006, o casal até passou mais de quatro meses sem se ver. Menem passava todo o tempo na Argentina, tentando voltar ao cenário político, enquanto que Bolocco atarefava-se com suas apresentações em Miami e no Chile.Loiro naturalEnquanto isso, do lado argentino da Cordilheira dos Andes, Menem, abandonou o costume de tingir seus cabelos com um tom que os humoristas definem como "mais negro que as asas da graúna" e passou a ostentar uma cabeleira loira. O ex-presidente, no entanto, sustenta que essa é a cor natural de seus cabelos quando ficam grisalhos.Há poucos dias o septuagenário ex-caudilho lançou sua candidatura às eleições presidenciais de 2007. Os organizadores do comício enviaram 10 mil convites para participar do lançamento "Menem 2007", mas compareceram menos de 800 pessoas."Falta pouco para a extrema-unção deste governo", disparou, em relação à administração do presidente Néstor Kirchner. Segundo Menem, a Argentina é "uma panela de pressão" a ponto de explodir. "Eu sou um anjo. O demônio são eles", disse o ex-presidente aos gritos.Decadência Menem foi eleito presidente em 1989 e reeleito em 1995. Em 1999, seu último ano de mandato, tentou reformar a Constituição, de forma a poder disputar mais uma reeleição. No entanto, diante da indignação popular, arquivou seu plano. Em 2003 tentou voltar à arena política. Ficou em primeiro lugar no primeiro turno das eleições presidenciais, embora somente com 24,3% dos votos. Diante das pesquisas que indicavam de forma unânime que ele seria derrotado no segundo turno (as pesquisas sustentavam que seu rival, Néstor Kirchner, teria mais de 70% dos votos), Menem renunciou à disputa. Sua carreira política desabou de lá para cá.Em outubro do ano passado ficou em segundo lugar nas eleições para o Senado na província de La Rioja. Menem conseguiu a segunda vaga, mas sua presença na Câmara Alta não possui peso algum. A bancada "menemista" no Congresso, que nos anos 90 era majoritária, atualmente se reduz ao próprio Menem; um sobrinho deputado, além de uma parlamentar que declara sua fanática incondicionalidade ao ex-presidente.

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