AFP PHOTO | ORLANDO POLICE DEPARTMENT
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Em estado de alerta contra atentados, França condena ataque terrorista de Orlando

Já sob alta segurança, governo francês ainda não lançou novas recomendações sobre a ameaça terrorista

Andrei Netto, Correspondente/Paris, O Estado de S. Paulo

12 Junho 2016 | 16h10

Nomeado pelo grupo terrorista Estado Islâmico como seu maior alvo no Ocidente, a França está em estado de alerta máximo contra o risco de novos atentados jihadistas em seu território. Seis meses após dos ataques de Paris e de Saint-Denis, que incluiu a invasão à casa de shows Bataclan, o Palácio do Eliseu reagiu condenando o "horror do massacre" em Orlando.

Desde os ataques de novembro, a França vive em "estado de emergência", regime de exceção que amplia os poderes da polícia, do Ministério Público e da Justiça com o objetivo de conter a ameaça de novos atentados. Nas últimas semanas, os líderes políticos multiplicaram as advertências de que o risco de novos ataques é grande, em especial porque neste momento o país sedia a Eurocopa, terceiro maior evento esportivo  do mundo, com turistas de todos os países da Europa.

Por essa razão, todas as reuniões públicas são altamente vigiadas pela polícia, com efetivos de trocas de choque e agentes à paisana que buscam eventuais suspeitos. Nesse domingo, por exemplo, centenas de policiais enquadraram as massas de torcedores croatas, turcos, irlandeses, suecos, ucranianos e alemães que estão em Paris para os jogos do torneio, em especial em torno da fan-zone na Torre Eiffel.

Até o início da noite, porém, nenhuma nova orientação sobre prevenção de atentados foi distribuída pelo Ministério do Interior, que na semana passada lançou um aplicativo para smartphones com serviços de emergência e alerta de terrorismo.

Em nota oficial, o presidente da França, François Hollande, reforçou a solidariedade dos franceses para com as vítimas e familiares em Orlando. "O presidente da república condena o horror do massacre na Flórida", disse a nota do Palácio do Eliseu. "O presidente expressa o apoio pleno da França e dos franceses às autoridades e ao povo americano nesse momento difícil."  

Na mesma linha, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, manifestou sua "compaixão" e "plena solidariedade", mas lembrou o caráter homofóbico da agressão. "Ao atingir a comunidade gay, o horrível ataque de Orlando nos atinge a todos", reiterou. 

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