Dennis Brack / EFE
Dennis Brack / EFE

Em evento religioso, Obama chama dalai-lama de 'bom amigo'

Ambos estavam em café da manhã realizado em Washington; americano falou sobre importância da liberdade religiosa

O Estado de S. Paulo

05 de fevereiro de 2015 | 15h24


WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saudou calorosamente o dalai-lama mas não chegou a se encontrar pessoalmente com ele durante evento religioso em Washington, nesta quinta-feira, 5, acompanhado de perto pela China, que fez um alerta contra qualquer interação com o líder espiritual tibetano exilado.

Obama, que saudou o monge budista com um gesto, chamou o dalai-lama de "bom amigo" e "exemplo poderoso do que significa praticar a compaixão e que nos inspira a falar sobre liberdade e dignidade de todos os seres humanos".

Os dois compareceram a um café da manhã religioso realizado anualmente em Washington, no qual Obama falou sobre a importância da liberdade religiosa. O dalai-lama estava na plateia, em uma mesa na primeira fila em frente ao presidente dos EUA, ao lado da assessora de Obama Valerie Jarrett, num sinal de apoio da Casa Branca.

Obama acenou e sorriu para o dalai-lama no começo do evento. Os organizadores também exaltaram o monge, que recebeu aplausos do público.

O caso pode provocar a insatisfação da China, que reclama de políticos que se encontram com o dalai-lama. Depois que o evento em Washington foi anunciado, Pequim disse que se opunha a qualquer encontro com ele sob qualquer circunstância.

Antes do evento, um comentário em inglês divulgado pela agência estatal de notícias Xinhua, que não representa a posição oficial do governo mas reflete o pensamento de Pequim, alertou contra qualquer encontro."Camaradagem com um separatista é brincar com fogo", disse a agência. Um eventual encontro "prejudicaria o momento positivo conquistado duramente nas relações China-EUA."

Discurso. Em discurso num café da manhã religioso realizado anualmente em Washington, Obama disse que o Estado Islâmico é um "culto à morte brutal e perversa" que realiza "atos impronunciáveis de barbárie" em nome da religião. E acrescentou que a recente violência em Paris, no Paquistão, na Síria e em outros lugares pelo mundo mostra que a fé e a religião podem ser revertidas para serem usadas como armas.

Ele disse que militantes do Estado Islâmico, que nesta semana divulgaram um vídeo mostrando a morte de um piloto jordaniano sendo queimado vivo, estavam "aterrorizando minorias religiosas, como os yazidis, forçando mulheres ao estupro como arma de guerra e clamando o manto da autoridade religiosa."

O vídeo do Estado Islâmico foi divulgado depois que o grupo militante, que atua principalmente no Iraque e na Síria, decapitou um refém japonês.

Os Estados Unidos lideram uma coalizão internacional contra o Estado Islâmico, que ganhou notoriedade em agosto ao forçar alguns integrantes da minoria iraquiana yazidi a abandonar seus vilarejos./ REUTERS

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