Em feriado, ideais de Luther King são relembrados nos EUA

O legado deixado por Martin Luther King ao povo americano foi relembrado nesta segunda-feira, 15 de janeiro, dia em que ganhador do prêmio Nobel da Paz faria 78 anos. Ele, que foi a pessoa mais jovem a receber o prêmio, em 1964, morreu quatro anos mais tarde.Na capela onde King foi pastor, em Atlanta, a prefeita Shirley Franklin relembrou os ideais de igualdade racial e paz, defendidos pelo líder da luta pelos direito civis americanos.A prefeita lembrou que os ideais do ativista político e seu trabalho continuam não finalizados, e que o "sonho" ao qual Luther King se referiu em seu mais conhecido discurso está longe de ser realizado. Em discurso feito em 1963, nas escadas do Lincoln Memorial durante a Marcha em Washington por Empregos e Liberdade, King desejava um futuro onde negros e brancos poderiam coexistir harmoniosamente, em igualdade."Milhões não conseguem achar empregos, não tem seguro de vida e trabalham por um salário mínimo. O que está acontecendo?", disse Franklin na histórica igreja de Ebenezer Batista, repetindo um refrão do cantor Marvin Gaye (What´s Going on?).O mais novo congressista da Georgia, o republicano Hank Johnson, homenageou os filhos de King e sua esposa Coretta Scott King, que morreu a um ano atrás. "Neste dia, honramos o sacrifício e dedicação, e devemos continuar seu trabalho", disse JohnsonO Presidente George W. Bush, em uma visita não anunciada a uma escola próxima à Casa Branca, disse que as pessoas saudar King no feriado procurando meios de ajudar suas respectivas comunidades. "Encorajo pessoas por todo o país a aproveitar cada oportunidade que puderem para ajudar alguém que precise", disse Bush. "E ajudando alguém que precisa, você está honrando o legado de Martin Luther King", complementou.Em West Columbia, na Carolina do Sul, centenas de pessoas se juntaram para uma oração matinal em nome de King.GreveTrabalhadores da Massive Smithfield Foods não compareceram ao trabalho nesta segunda em protesto por não terem o feriado de Martin Luther King como folga.Estima-se que 400 pessoas entre as 2.500 escaladas para o trabalho saíram em manifestação ou não apareceram para trabalhar.Um grande número de trabalhadores da indústria são negros ou espânicos, disseram autoridades da união, embora não tenham provido números.

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