Em Guantánamo, julgamento de mais jovem detento é suspenso

Advogado do réu está doente e será levado aos EUA para tratamento

Agência Estado e Associated Press

13 de agosto de 2010 | 12h23

GUANTÁNAMO - O julgamento por crimes de guerra do canadense Omar Khadr será adiado, por pelo menos 30 dias, em razão da doença do advogado do réu, informou nesta sexta-feira, 13, Bryan Broyles, vice-chefe da Defesa dos Estados Unidos na prisão da base naval da Baía de Guantánamo, em Cuba.

 

O advogado indicado pelo Pentágono, o tenente coronel Jon Jackson, será transportado para os EUA a fim de receber tratamento médico, após ter sofrido um desmaio no tribunal no dia das argumentações iniciais.

 

Broyles afirmou que o julgamento será suspenso enquanto Jackson receber tratamento, devido a complicações que resultaram de uma recente cirurgia na vesícula biliar. Ele espera que o mesmo júri retome o julgamento mais tarde. Khadr é acusado de matar um soldado namericano com uma granada no Afeganistão em 2002, quando foi preso. Ele tinha 15 anos na época.

 

O julgamento de Khadr é o primeiro em Guantánamo no governo do atual presidente dos EUA, Barack Obama. A expectativa era a de que o julgamento duraria um mês. Khadr é acusado de cinco crimes e, se for condenado, poderá até pegar prisão perpétua. Ele se diz inocente.

Tudo o que sabemos sobre:
CubaGuantánamojulgamentoOmar Khadr

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.