Jerome Favre/EFE/EPA
Jerome Favre/EFE/EPA

Em Hong Kong, manifestantes derrubam grades do Parlamento e polícia reage com bombas de gás

População foi às ruas mesmo após proibição da polícia; protestos deste sábado são marcados por uso de coquetéis molotov e jatos d'água

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2019 | 11h34

Os protestos em Hong Kong deste sábado, 31, estão sendo marcados pelo confronto entre manifestantes e policiais. A população derrubou grades usadas para proteger o Parlamento e a sede do Poder Executivo do território e utilizou a estrutura para montar uma barricada, incendiada próximo ao quartel-general da polícia.

Além das grades, também foram utilizadas cadeiras plásiticas arrancadas de um estádio próximo, na região de Wan Chai.

Os manifestantes também arremessam coquetéis motolov contra policiais, causando focos de incêndio pelas ruas. As forças de segurança reagem com gás lacrimogêneo e jatos d’água.

A manifestação deste sábado estava proibida pelas forças policiais de Hong Kong e os organizadores chegaram a suspender as convocações, temendo possíveis confrontos e uma escalada da violência policial. Apesar disso, a população foi às ruas, mesmo sob fortes chuvas.

Há marchas ocorrendo em vários pontos do território além da sede dos poderes, como em Causeway Bay, área comercial e financeira de Hong Kong. Não há divulgação oficial do número de manifestantes, mas a imprensa internacional estima dezenas de milhares de pessoas nas ruas.

Repressão do governo chinês

Na última sexta-feira, 30, pelo menos 20 organizadores dos protestos foram detidos. Durante os protestos do último dia 25, as autoridades de Hong Kong usaram pela primeira vez jatos d'água para dispersar manifestantes, medida que causou revolta entre a população. O governo chinês, porém, garantiu que não haveria uma repetição do massacre da Praça da Paz Celestial.

Pequim alega que a onda de manifestações é "quase terrorista". Os atos, que começaram em junho, passaram de pacíficos a marcados por confrontos entre a população e a polícia. O movimento começou contra um projeto de lei que autoriza as extradições de Hong Kong para a China. 

Sem conseguir o retorno esperado de Carrie Lam, chefe do Executivo local, os manifestantes fecharam por cinco dias o aeroporto de Hong Kong, causando o cancelamento de centena de voos. A ação desencadeou uma reação da polícia, acusada de violência e abuso de autoridade. / Reuters e AFP

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