Kin Cheung/ AP
Kin Cheung/ AP

Em Hong Kong, parlamentares divergem sobre violência em manifestações

Os legisladores pró-governo atribuem a violência à manifestantes enquanto os que são a favor do movimento pró-democracia criticam a polícia

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2019 | 04h24

HOG KONG - Após um fim de semana marcado por confrontos nas manifestações pró-democracia de Hong Kong, membros do Conselho Legislativo do território trocaram acusações sobre os responsáveis pela violência.

De um lado, parlamentares pró-governo condenaram, nesta segunda-feira, 26, os manifestantes pelo uso de bombas inflamáveis. Starry Lee, presidente da Aliança Democrática para o Melhoramento e Progresso de Hong Kong, disse que é possível ter "muitas opiniões diferentes do governo", mas, se a violência for aceita, o território "será arruinado".

Do outro, legisladores a favor do movimento pró-democracia responsabilizaram o governo e a polícia pelas ações contra opositores. Um representante do Partido Cívico Kwok Ka-ki culpou a líder de Hong Kong, Carrie Lam, pela crise afirmou que ela "está tentando fugir de toda a responsabilidade".

Após dez dias de relativa tranquilidade, o fim de semana foi marcado por protestos violentos e pelo menos 29 pessoas foram presas. No domingo, a polícia usou canhões de água contra manifestantes pela primeira vez e um agente chegou a disparar com arma de fogo - não foi confirmado se a munição era real.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a polícia acusou os manifestantes de serem “extremamente violentos” e afirmou que vai adotar “medidas implacáveis” para levar os responsáveis à Justiça.

Alguns manifestantes mais radicais atiraram bombas inflamáveis e quebraram pedaços do asfalto para usar como arma, mas a maioria protestava de forma pacífica.

O território semi-autônomo passa por sua maior crise política desde que foi devolvido do Reino Unido à China em 1997. Os atos tiveram início em junho contra um projeto de lei que previa extradição de acusados para julgamento na China. Apesar da proposta ter sido suspensa, os protestos continuam e agora exigem mais democracia./AP e AFP

 

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