Beatriz Bulla/Estadão
Beatriz Bulla/Estadão

Em Iowa, até cara ou coroa para escolha de delegados nas eleições americanas

Largada do Partido Democrata na campanha presidencial de 2020 foi marcada por confusões

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2020 | 13h59

A primeira fase da disputa do calendário eleitoral presidencial dos Estados Unidos, o caucus do Partido Democrata em Iowa, registrou o uso de um método inusitado para desempatar a escolha de alguns delegados: o cara ou coroa. 

Em meio a já naturalmente confusa escolha dos candidatos no processo de caucus, que envolve uma série de regras e rituais atípicos, houve empates em diversos locais de votação.

Diante da disputa que envolve nomes como Joe BidenBernie Sanders, Elizabeth Warren e Pete Buttigieg, só o cara ou coroa conseguiu dirimir a decisão. Então, os vencedores determinam a divisão dos delegados. 

Vídeos nas redes sociais, divulgados pelo site Vox, mostram que disputas sendo decididas por cara ou coroa fazem sucesso desde a noite de segunda. Não é a primeira vez que isso acontece nas primárias do Partido Democrata. Em 2016, 13 disputas entre Hillary Clinton e Bernie Sanders foram decididas assim. 


No condado de Johnson, meio-oeste do estado de Iowa, a escolha ficou empatada no voto, e também teve de ser decidida no cara ou coroa.


Em Warren County, foram necessários quatro lançamentos de moeda para tirar o cara e cora que definiu o vencedor em uma corrida muito apertada.


A largada democrata na campanha presidencial de 2020 nos Estados Unidos foi marcada por incerteza e confusão em Iowa. O atraso na contabilização fez até mesmo com que dois pré-candidatos anunciassem vitória: Bernie Sanders e Pete Buttigieg. A razão dos problemas na apuração estava pouco clara até o início da madrugada e a direção estadual do partido falou em "inconsistências" na forma de cada zona eleitoral reportar números. O vencedor deve ser anunciado nesta terça.  

A disputa em Iowa é importante porque é o primeiro Estado que vota nas primárias democratas. Críticos dizem que o superestimado peso eleitoral de Iowa - que tem menos de 1% da população - não seja um bom reflexo da diversidade dos Estados Unidos. / Com informações da AP 

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