REUTERS/Atef Safadi/Pool
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Em Israel, Kerry condena onda de ataques palestinos e pede fim de violência

Secretário de Estado dos EUA encontrou-se nesta terça-feira com o premiê israelense, Binyamin Netanyahu; ele ainda se reunirá com o presidente da autoridade palestina, Mahmoud Abbas

O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2015 | 12h09

JERUSALÉM - O secretário de Estado americano, John Kerry, demonstrou nesta terça-feira, 24, sua preocupação com a onda de violência entre israelenses e palestinos que começou há quase dois meses, em sua primeira visita à região em mais de um ano.

"Vim para falar sobre a forma como podemos trabalhar juntos, todos na comunidade internacional, para fazer retroceder o terrorismo e esta violência sem sentido, e encontrar um caminho para restaurar a calma", declarou Kerry em Jerusalém em uma breve comparecimento conjunto com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.

Kerry chegou na manhã desta terça à região para se reunir com líderes israelenses e palestinos e pedir medidas de confiança que diminuam a tensão na região após sete semanas de violência.

"Nenhum povo em nenhum lado deve viver com violência diária, com ataques nas ruas, com facas, tesouras ou carros. Expresso minha completa condenação a qualquer ato de terrorismo contra inocentes que perturbe a vida diária de uma nação", ressaltou, para logo depois reconhecer que "Israel tem todo o direito e a obrigação de se defender".

Netanyahu, que se reuniu com Kerry em Washington há duas semanas, se queixou dos ataques palestinos e afirmou que enquanto eles continuarem não haverá paz. "Não pode haver paz enquanto há uma onda de terrorismo, nem aqui e nem em nenhum lugar do mundo que experimente a mesma onda de ataques que realizam islamitas e outras forças terroristas", disse o premiê.

Netanyahu acrescentou que seu país luta contra estas forças em "cada hora do dia, tanto de forma direta contra os próprios terroristas como contra as fontes de incitação", no que qualificou de uma luta da "civilização contra a barbárie".

A última vez que o secretário de Estado americano visitou a região foi depois da última guerra em Gaza, há um ano e dois meses, depois da fracassada tentativa de negociação entre israelenses e palestinos mediada por ele.

As expectativas dessa visita foram rebaixadas pela diplomacia americana, talvez em consequência da experiência de iniciativas anteriores.

Em sua estadia quase relâmpago, o secretário de Estado permanecerá apenas um dia entre israelenses e palestinos, com uma agenda que inclui também reuniões com o presidente israelense, Reuven Rivlin, e com o chefe da oposição, Isaac Herzog, segundo a imprensa de Israel.

Na tarde desta terça-feira, Kerry irá a Ramallah, na Cisjordânia, para se reunir com o presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Na segunda-feira, nos Emirados Árabes Unidos, Kerry advertiu que pediria a israelenses e palestinos que adotem medidas de confiança para encerrar uma espiral de violência que já custou as vidas de 97 palestinos - entre eles metade de agressores ou supostos agressores, 19 israelenses e dois estrangeiros. / EFE e AFP

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