Em Israel, Hillary discute Síria e Irã

A secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton e o presidente de Israel, Shimon Peres, conversaram nesta segunda-feira sobre a necessidade de interromper a violência na Síria e sobre o potencial do Irã de produzir armas nucleares, destacando o apoio dos Estados Unidos a seu antigo aliado.

AE, Agência Estado

16 de julho de 2012 | 13h48

A reunião de Hillary com Peres durou cerca de uma hora e levou uma mensagem de solidariedade ao país após três anos e meio de paralisação no processo de paz com os palestinos.

Após sua visita, cada lado emitiu um comunicado para os jornalistas sem responder perguntas. Peres falou sobre a importância de manter o tratado de paz com o Egito, assinado há 30 anos, e condenou a violência na vizinha Síria. Ele também expressou seu apoio à pressão feita pelo governo de Barack Obama sobre o Irã, para interromper as atividades nucleares do país.

Já Hillary disse que falou com Peres sobre "Egito e Síria, esforços de paz, Irã e outras questões regionais e globais". Ela afirmou que falaria com maiores detalhes mais tarde desta segunda-feira, após encontros com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e com o premiê palestino Salam Fayyad.

Ela retorna a Washington na manhã desta terça-feira, encerrando uma viagem de 12 dias por nove países que incluíram paradas na Europa e na Ásia.

Sua viagem a Israel acontece após uma visita ao país do conselheiro de segurança nacional do presidente Obama, Tom Donilon, no final de semana. O secretário da Defesa, Leon Panetta, deve viajar para Israel em breve.

Embora a agenda desta segunda-feira tenha como objetivo tratar das relações entre Estados Unidos e Israel, a falta de ação nas negociações de paz entre Israel e palestinos estará no centro das atenções.

As negociações praticamente deixaram de existir durante o governo de Obama. Eles foram brevemente retomadas dois anos atrás antes de serem interrompidas novamente em razão dos mesmos problemas, que incluem principalmente a exigência palestina de congelamento de novas construções em assentamentos judaicos em terras que eles querem para seu futuro Estado e a insistência israelense em não aceitar precondições. As informações são da Associated Press.

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