Em Israel, papa visita memorial às vítimas de terrorismo e Holocausto

A pedido de Netanyahu, Francisco participa de homenagem após rezar em muro na Cisjordânia

O Estado de S. Paulo

26 Maio 2014 | 10h45

Papa beija mão de sobreviventes do Holocausto. Foto: Dan Balilty / AP

JERUSALÉM - Um dia depois de rezar em frente ao muro que separa Israel de áreas palestinas na  Cisjordânia, o papa Francisco beijou a mão de sobreviventes do Holocausto nesta segunda-feira, o último dia de uma viagem no Oriente Médio marcada por ousados gestos pessoais.

“Nuca mais, Deus. Nunca mais!", ele disse no Salão das Lembranças do Museu de Yad Vashem, que serve como homenagem aos seis milhões de judeus mortos pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

Quarto papa a visitar Israel, Francisco foi o primeiro a colocar uma coroa de flores na sepultura de Theodor Herzl, visto como o fundador do sionismo moderno que levou à fundação de Israel.

A pedido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ele também fez uma parada não anunciada ao “Memorial às Vítimas do Terror” de Israel, um dia após inesperadamente rezar diante de um muro israelense que é motivo de críticas dos palestinos.

“Eu rezo para todas as vítimas do terrorismo. Por favor, chega de terrorismo”, disse ele suavemente no memorial, onde estão gravados os nomes de civis israelenses mortos principalmente nos ataques de militantes palestinos.

Netanyahu, ao seu lado, agradeceu pelas palavras. “Nós não ensinamos nossas crianças a usar bombas. Nós ensinamos a paz a elas, mas tivemos que erguer uma parede para aqueles que ensinam no outro lado”, disse ele, acusando os palestinos de provocar a violência.

Israel diz que seu muro na Cisjordânia ocupada foi construído para garantir sua segurança após uma onda de atentados suicidas palestinos há uma década. Já os palestinos veem o muro como uma tentativa de Israel de tomar as terras que buscam para constituir seu futuro Estado./ REUTERS

Mais conteúdo sobre:
Papa Francisco Israel Binyamin Netanyahu

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.