Em Israel, só 36% acham que Netanyahu busca acordo

A negociação de paz não é assunto nas ruas de Israel. Manifestações, cartazes e demonstrações não foram vistos no dia em que o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, reuniu-se no Egito com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, para a segunda rodada de negociações diretas. Parte da explicação para o pessimismo, que beira a indiferença, está no fato de que apenas 36% dos israelenses acreditam que Netanyahu tenha intenções reais de alcançar um acordo, segundo uma pesquisa divulgada pelo jornal Yedioth Ahronot.

AE, Agência Estado

15 de setembro de 2010 | 09h43

O levantamento indica que 56% dos entrevistados acreditam que suas atitudes são decorrentes da pressão dos EUA. O número de israelenses que acha que a Autoridade Palestina é capaz de firmar um acordo com Israel é ainda menor - só 23%.

"Os números não me surpreendem. Entre os palestinos, o pessimismo é ainda maior. A exigência palestina de suspender as construções é legítima, ao contrário do que dizem israelenses, uma vez que estamos vendo nossas terras sendo cada vez mais tomadas por colônias. Nenhuma das partes quer ou pode ceder", disse o analista palestino Hanna Siniora.

Pelo menos 71% dos israelenses não acreditam que as negociações renderão frutos. Por isso, apesar de a maioria acreditar que a suspensão do congelamento das construções prejudicará as conversas, apenas 42% aceitariam um acordo no qual Israel poderia manter as construções nos grandes blocos de colônias e suspendê-las em assentamentos isolados - hipótese que também é rejeitada pelos palestinos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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