Em julgamento freiras acusadas de genocídio

Começou nesta terça-feira em Bruxelas o julgamento de quatro ruandeses - duas freiras, um ex-ministro e um professor universitário - acusados de ter planejado, apoiado ou participado no genocídio de 1994 em Ruanda. Os acusados no primeiro processo em um tribunal formado por jurados europeus pelo massacre de 800 mil ruandeses negaram as acusações contra eles.O tribunal citou 171 testemunhas e espera emitir seu veredicto em seis semanas. Trata-se do primeiro julgamento desse tipo na Bélgica, em virtude de uma lei aprovada em 1993 que estabelece a competência de órgãos jurídicos belgas em casos de violação do direito internacional.Um tribunal de guerra suíço condenou em maio um ruandês a 14 anos de prisão por violação da Convenção de Genebra sobre o Direito de Guerra. As freiras Consolata Mukangango e Julienne Mukabutera teriam participado dos massacres no convento de Sovu. O professor Vincent Ntezimana, por sua vez, é acusado da morte de nove pessoas e de ter preparado listas com nomes de seus colegas para serem assassinados.Já o ex-ministro Alphonse Higaniro teria instado os funcionários de sua fábrica de fósforos a matar membros da etnia tutsi.

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