Em Londres, Obama diz que EUA precisam de aliados

Ele defendeu decisão de viajar ao Oriente Médio dizendo que problemas são melhor enfrentados com ajuda

AE-AP, Agencia Estado

26 de julho de 2008 | 10h25

O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu sua decisão de viajar à Europa e ao Oriente Médio dizendo que os problemas internos dos norte-americanos são freqüentemente mais bem enfrentados com a ajuda de aliados externos. "Se não tivermos uma base de apoio no Iraque e no Afeganistão, estaremos não apenas com menor segurança, mas também com uma imensa falta de recursos", declarou.Depois de se encontrar com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, Obama disse que não tinha certeza quanto ao impacto político da viagem e não ficaria surpreso se sofresse uma queda nas pesquisas da próxima semana, após retornar ao seu país. Nos EUA, afirmou o candidato, as pessoas estão preocupadas com o preço da gasolina e com as execuções de hipotecas.Obama afirmou ter discutido com Brown um amplo espectro de questões, como a mudança climática, o terrorismo e os mercados financeiros. "A ênfase do primeiro-ministro - como a minha - é em como podemos fortalecer o relacionamento transatlântico para solucionar problemas que não podem ser solucionados por um único país individualmente", disse o candidato democrata. A conversa com Gordon Brown durou duas horas, após as quais a dupla circulou no palacete da guarda montada, o Horse Guards Parade. O passeio ofereceu uma oportunidade para que os turistas tirassem fotos do candidato, cuja visita à Grã-Bretanha tem sido bem mais discreta do que os concorridos discursos proferidos nesta semana na Alemanha.

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