Em Londres, Olmert busca apoio para negociações com palestinos

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse nesta segunda-feira que poderia fazer "todo esforço possível" para negociar a paz com os palestinos, mas irá agir unilateralmente caso nenhum acordo seja atingido.Em uma conferência de imprensa em conjunto com o premiê britânico, Tony Blair, Olmert falou também que Israel "não irá tolerar armas nucleares nas mãos do Irã", mas não fez referências a possíveis ações israelenses quanto ao caso.O premiê de Israel visita a Grã-Bretanha e a França nesta semana para arrecadar suporte para seu plano de retirada da Cisjordânia. Estado palestinoOlmert já afirma que Israel está "preparada para desistir de boa parte das ocupações que fez durante sua formação para que se estabeleça um Estado palestino".Mas dessa vez, o discurso de Olmert foi mais longe do que no passado, sugerindo uma retirada que pode passar dos 90% do território da Cisjordânia. E ainda deixou em aberto possíveis discussões de mais retiradas.Já no ano passado, Israel retirou-se unilateralmente de toda a Faixa de Gaza.Com relação à Cisjordânia, Olmert já avisou que dará até o final deste ano para que os palestinos participem das negociações. Caso contrário, tomará medidas unilaterais. Os palestinos acreditam que uma retirada unilateral da Cisjordânia é um meio de fortificar a presença israelense nas regiões onde irá manter o controle.Entretanto, Olmert e Blair deixaram explícito que preferem a negociação do que os movimentos unilaterais. Isso inclui o reconhecimento de Israel por parte dos palestinos, a renúncia à violência e o apoio ao "mapa do caminho" para paz. As três condições impõe sérias dificuldades ao Gabinete palestino controlado pelo grupo extremista Hamas. Desde que o grupo palestino assumiu, o governo tem recusado todos os pedidos internacionais de rejeitar sua política de destruição de Israel.Uma idéia que tem sido discutida por Israel é excluir o Hamas das negociações e conversar diretamente com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, que é mais moderado quanto ao assunto e tem lutado freqüentemente contra o Hamas. Mas Olmert deixou claro que se Abbas entrar nas negociações ele deve conseguir cumprir todas as exigências, que poucos acreditam que ele tenha poder para tal.

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