Robert Pratta/Reuters
Robert Pratta/Reuters

Macron nega rumores sobre relação gay extraconjugal na França

Candidato independente é apontado como o favorito para vencer a líder de extrema direita, Marine Le Pen, no segundo turno da eleição presidencial

O Estado de S. Paulo

07 Fevereiro 2017 | 16h53

PARIS - O político centrista independente Emmanuel Macron, novo favorito a vencer a eleição presidencial da França, refutou rumores de manter um relacionamento gay fora de seu casamento com Brigitte Trogneux. Em uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, ele venceria a líder de extrema direita, Marine Le Pen, no segundo turno da eleição presidencial. 

Em comentários feitos na segunda-feira e tuitados por sua porta-voz, Macron negou os boatos de que está envolvido com o executivo-chefe da Radio France, Mathieu Gallet. As insinuações sobre o caso circulam há anos e, recentemente, se tornaram alvo da mídia.

"Se vocês ouvirem que vivo uma vida dupla com o senhor Gallet é porque meu holograma fugiu", disse Macron a seus apoiadores em um comício, aparentemente se referindo a uma apresentação com holograma do candidato rival Jean-Luc Mélenchon no último fim de semana.

Sua porta-voz descreveu os comentários como "uma negação clara dos rumores sobre sua vida pessoal". "Brigitte está se perguntando como eu poderia fazer isso fisicamente. Ela divide minha vida da manhã até a noite, e eu nunca a paguei", disse Macron, de acordo com o tuíte de um repórter presente no evento.

A referência ao pagamento parece ter sido uma cutucada em outro oponente, François Fillon, cuja campanha foi abalada por alegações de que ele remunerou a mulher por trabalhos que ela não teria realizado. Foi o impacto deste escândalo que colocou Macron na dianteira da eleição da primavera francesa.

Normalmente, a mídia do país reluta em noticiar sobre a vida íntima de figuras públicas, mas nesta terça-feira o jornal Le Parisien publicou uma reportagem sobre a réplica de Macron.

Pesquisas de opinião mostram Macron disputando o segundo turno da votação com Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita Frente Nacional, e vencendo com uma maioria de cerca de dois terços. / REUTERS

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