Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Em manifestação, Guaidó convoca greve geral de funcionários públicos

Convocação foi rapidamente respondida pelo dirigente chavista Diosdado Cabello, que pôs em dúvida que a proposta tenha sucesso

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2019 | 15h28

CARACAS - O líder do Parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino do país, reapareceu nesta quarta-feira, 1º, em Caracas em uma manifestação e convocou uma greve progressiva na administração pública a partir de amanhã.

"Amanhã começa a 'Operação Liberdade Sindical' rumo à greve geral (...) Amanhã vamos acompanhar a proposta de greve escalonada", disse Guaidó diante de mil pessoas que se concentraram em um dos pontos preparados hoje pela oposição para protestar contra o governo de Nicolás Maduro.

No dia 5 de março, um dia após voltar à Venezuela depois de um giro pelos países da região, Guaidó iniciou uma nova fase nos esfoços para retirar Maduro do poder ao se reunir com sindicatos do setor público e definir uma agenda de greves na administração pública

Segundo o opositor, além das greves, estava sendo preparada uma lei para proteger os funcionários públicos que fossem demitidos. Os sindicatos não anunciaram na época quando ou em quais setores ocorreriam as paralisações.

O opositor também comemorou o fato de que milhares de pessoas estejam nas ruas protestando, "apesar da intimidação" que atribui ao governo de Maduro, contra o qual ontem liderou um fracassado levante militar.

Embora Guaidó não tenha se referido expressamente a esta sublevação, afirmou que continuará convocando protestos até conseguir o fim da "usurpação", que é a forma como se refere ao mandato de Maduro.

 

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"Se o regime acreditava que tínhamos chegado ao máximo de pressão, se equivocaram (...) Vamos continuar nas ruas até conseguir a liberdade da Venezuela", destacou.

Além disso, advertiu que o chavismo "vai tentar aumentar a repressão" contra as manifestações e, apesar disso, pediu aos cidadãos que usem uma faixa azul como as que empregaram os militares rebeldes que ontem desafiaram o governo de Maduro.

A convocação de greve de Guaidó foi rapidamente respondida pelo dirigente chavista Diosdado Cabello, que pôs em dúvida que a proposta tenha sucesso e considerou que o opositor fala "muitas bobagens".

As manifestações populares contra o governo também aconteceram em várias cidades do interior do país e ocorrem 24 horas depois de outra jornada de protestos violentos que acabaram com um saldo de pelo menos 80 feridos.

O chavismo, por sua parte, está se concentrando no centro e no oeste de Caracas para participar dos atos convocados pelo governo para o 1º de Maio e em apoio a Maduro. / EFE, W. Post e EFE

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