Em meio a crise cambial no Irã, UE amplia sanções

Bloco proíbe transações entre bancos iranianos e europeus e restringe negócios no setor de mineração e gás natural

TEERÃ, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2012 | 08h19

A União Europeia anunciou ontem novas sanções ao Irã. As punições atingem o setor financeiro, de mineração e de exploração de gás natural. A intenção do bloco com as medidas, as mais amplas desde o embargo a importações de petróleo iraniano em julho, é forçar o Irã a abandonar seu polêmico programa nuclear.

Em Teerã, o regime persa pediu que seus cidadãos deixem de comprar bens de consumos importados para fortalecer a economia local. Em comunicado conjunto após uma reunião em Luxemburgo, os 27 ministros de Exterior do bloco acusaram o Irã de violar flagrantemente suas obrigações internacionais e expressaram graves preocupações com o programa nuclear.

A decisão procura intensificar a pressão sobre o Irã em um momento no qual as sanções já existentes começam a impactar seriamente a economia persa. O rial perdeu 40% de seu valor frente ao dólar. A inflação aumentou e o país tem encontrado cada vez mais dificuldades de exportar petróleo e ter acesso ao mercado financeiro global.

"Queremos um acordo negociado, mas continuaremos com a pressão. Claramente ela está surtindo efeito", disse a representante de política externa da UE, Catherine Ashton. Segundo ela, as conversas com o negociador nuclear iraniano continuam.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, acusou as potências ocidentais de travar uma guerra econômica contra o país. À população, o governo iraniano pediu o boicote a carros e celulares importados. / NYT

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